# 69 - Hoje no buzu (16/07/2015): Enquanto o toró (chuva) caia e eu imaginava as atividades que deveria desenvolver ao longo do dia me deparei com uma cena daquelas tragicômicas. Histórias que o povo acha que invento, mas só eu sei do meu "sofrimento x divertimento" que é pegar buzu. Ispia só o diálogo protagonizado por duas senhoras de seus 70 e poucos anos. Para facilitar vou identificá-las por Grisalda (a que tinha cabelos brancos) e Tingilda (a que prefere o truque de esconder a idade ao tingir o cabelo):
- Grisalda: Deixe de aleotria viu (chamou a atenção de metade do buzu). Num me empurre não. Uma mulher velha dessa inventando história.
- Tingilda: "Resmungou alguma coisa que não ouvi direito e foi sentar."
- G: Né agravando a todos não, mas tem muito idoso que não se respeita (nessa hora não sei se ela ela estava falando dela ou dos outros). Pare de armar viu e se respeite. (nesse momento todxs já estavam ligadxs na conversa).
-T: "Continuou resmungando e conversando com quem tava ao seu lado."
-G: Mas veja só. Tinha um homem (esse da idade delas) na minha frente e essa daí queria que eu montasse nas contas dele. SE AINDA FOSSE NA CAMA SERIA ATÉ BOM. Mas aqui no ônibus não dá. Né não? (Falando com quem tava ao seu lado).
-T: "Ficou na dela, calada, de boa!"
-G: Tá com pressa passe por cima!!! Mas veja só!!!
# 68 - Hoje no buzu (07/07/2015): Já fazia um tempo que não prestava atenção para o saldo do cartão em que pago a passagem antecipadamente e ele desconta à medida que utilizo. Como a máquina estava virada, mais para o cobrador do que para xs passageirxs, cheguei mais próximo para ver se ainda tinha saldo e para evitar a desagradável surpresa de não poder mais utilizar o tal cartão. Pronto, o cobrador respondeu o "bom dia" e foi logo gritando com maior bocão que eu tinha apenas R$ 1,25. O mizeravel ainda fez gracinha: "Irmão, tá sem passagens viu, não vai dar para voltar." Eu baixei minha cabeça e fui procurar um cadeira bem distante dele para evitar um réplica ou que ele ainda comentasse mais alguma coisa comigo. Só lembrei dessa história às 21H quando estava indo para casa e tive que pagar a passagem "em dinheiro". Tem coisas que só acontecem comigo!!!
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#67 - Hoje no Buzu: (03/07/15): Pra variar, estávamos todxs lá expostos ao que o destino tinha nos reservado para aquela curta e emocionante viagem. Desta vez presenciamos uma aula de machismo e intolerância religiosa ministrada pelo Cobrador. Ressalto que ele falava naturalmente, coisas que para mim parecem absurdas. O cobrador que estava bastante atacado durante a viagem falava ao telefone celular com o auxilio de um fone de ouvido. A conversar dele com o 'amigo"era a seguinte: "Ele é o conselheiro amoroso e dava dicas para um amigo sobre casamento. afirmava que trair é um pecado e que as esposas (segundo ele viu!), fazem coisas que levam os homens para um outro caminho: a traição! Ele (o cobrador conselheiro que tem 18 anos de casado e diz prestar para esposa), afirmou que existem dois tipos de mulheres: as "de deus" e as "bonitonas". Afirmava também que é tudo armadilha do "inimigo" para desvirtuar ele e o tal amigo que parecem ter saído da mesma caverna. Ainda falaram sobre mulher que bate em homem, as que não querem ser submissas aos homens e casam sem saber lavar a própria calcinha. Chegou ao ponto de ilustrar a conversa com um caso de um amigo, aqui no Brasil, que casou virgem e "devolveu" a esposa ao sogro ainda nas núpcias. A conversa continuou pois ainda fora do buzu pude ver ele gesticulando e espalhando ideias do tempo das cavernas. Fico devendo o restante dos "absurdos" pois estava atrasado para meus compromissos diários.
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#66 - Hoje no Buzu (30/06/15): Alguns vão dizer que sou implicante, outros irão me rotular de chato. Mas acho que o transporte coletivo não é um lugar apropriado para tirar a pele do calcanhar. Tem que chamar um especialista em tirar 'ferrugem' da ferradura desse cidadão:
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# 65- Hoje no Buzu (18/06/2015) - Pensando em voltar com o "Hoje no Buzu":
Até porque lixar a unha, pode!
"Se" maquiagem, tá liberado!
DJ do Buzu, a galera até aplaude!
Falar idiotices no celular, todo mundo faz!
Assistir vídeos do que não deve no 'zap', distrai um pouco!
E querem censurar meu espirro ?????
Algo inesperado e indomável ...mas a senhoria da cadeira á frente a minha não tava preocupada com nenhuma virose...Ela assustou-se imaginando que poderia estragar-lhe a escova que parecia ter esticado os pobres dos neurônios.
Desculpa...mas da próxima vez não vou mais "proteger" dentro da camisa rsrsrrsrs
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#64 - Hoje no Buzu (24/02/2015): O que irão fazer com o Largo do tamarineiro???
- Grisalda: Deixe de aleotria viu (chamou a atenção de metade do buzu). Num me empurre não. Uma mulher velha dessa inventando história.
- Tingilda: "Resmungou alguma coisa que não ouvi direito e foi sentar."
- G: Né agravando a todos não, mas tem muito idoso que não se respeita (nessa hora não sei se ela ela estava falando dela ou dos outros). Pare de armar viu e se respeite. (nesse momento todxs já estavam ligadxs na conversa).
-T: "Continuou resmungando e conversando com quem tava ao seu lado."
-G: Mas veja só. Tinha um homem (esse da idade delas) na minha frente e essa daí queria que eu montasse nas contas dele. SE AINDA FOSSE NA CAMA SERIA ATÉ BOM. Mas aqui no ônibus não dá. Né não? (Falando com quem tava ao seu lado).
-T: "Ficou na dela, calada, de boa!"
-G: Tá com pressa passe por cima!!! Mas veja só!!!
Lamento muito pois tive que descer....mas logo vi que Tingilda também tinha descido e cantarolava com seu guarda-chuva (quebrado) e seguia o seu itinerário.
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#67 - Hoje no Buzu: (03/07/15): Pra variar, estávamos todxs lá expostos ao que o destino tinha nos reservado para aquela curta e emocionante viagem. Desta vez presenciamos uma aula de machismo e intolerância religiosa ministrada pelo Cobrador. Ressalto que ele falava naturalmente, coisas que para mim parecem absurdas. O cobrador que estava bastante atacado durante a viagem falava ao telefone celular com o auxilio de um fone de ouvido. A conversar dele com o 'amigo"era a seguinte: "Ele é o conselheiro amoroso e dava dicas para um amigo sobre casamento. afirmava que trair é um pecado e que as esposas (segundo ele viu!), fazem coisas que levam os homens para um outro caminho: a traição! Ele (o cobrador conselheiro que tem 18 anos de casado e diz prestar para esposa), afirmou que existem dois tipos de mulheres: as "de deus" e as "bonitonas". Afirmava também que é tudo armadilha do "inimigo" para desvirtuar ele e o tal amigo que parecem ter saído da mesma caverna. Ainda falaram sobre mulher que bate em homem, as que não querem ser submissas aos homens e casam sem saber lavar a própria calcinha. Chegou ao ponto de ilustrar a conversa com um caso de um amigo, aqui no Brasil, que casou virgem e "devolveu" a esposa ao sogro ainda nas núpcias. A conversa continuou pois ainda fora do buzu pude ver ele gesticulando e espalhando ideias do tempo das cavernas. Fico devendo o restante dos "absurdos" pois estava atrasado para meus compromissos diários.
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#66 - Hoje no Buzu (30/06/15): Alguns vão dizer que sou implicante, outros irão me rotular de chato. Mas acho que o transporte coletivo não é um lugar apropriado para tirar a pele do calcanhar. Tem que chamar um especialista em tirar 'ferrugem' da ferradura desse cidadão:
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# 65- Hoje no Buzu (18/06/2015) - Pensando em voltar com o "Hoje no Buzu":
Até porque lixar a unha, pode!
"Se" maquiagem, tá liberado!
DJ do Buzu, a galera até aplaude!
Falar idiotices no celular, todo mundo faz!
Assistir vídeos do que não deve no 'zap', distrai um pouco!
E querem censurar meu espirro ?????
Algo inesperado e indomável ...mas a senhoria da cadeira á frente a minha não tava preocupada com nenhuma virose...Ela assustou-se imaginando que poderia estragar-lhe a escova que parecia ter esticado os pobres dos neurônios.
Desculpa...mas da próxima vez não vou mais "proteger" dentro da camisa rsrsrrsrs
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#64 - Hoje no Buzu (24/02/2015): O que irão fazer com o Largo do tamarineiro???
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#63 - Hoje no Buzu #70 (10/02/15): A realidade racista camuflada contada em roteiro: Cena 1 - eu lá no fundo do buzu pensando na vida e nos afazeres; Cena 2 - Sobe um cara com uma menina no colo; Cena 3: Diferente do que a maioria faz comigo, quando fingem que estão dormindo para não segurar livros ou mochilas que carrego, disponibilizo o local que estava sentado para que eles possam ter uma viagem tranquila; Cena 4 - o cara fica me olhando e com cara de quem ta me analisando como um raio x do setor de embarque do aeroporto. Acredito que ele pensa mil coisas sobre o que carrego naquela mochila e se ele deve ou não ser um pouco educado e menos racista e retribuir com uma educação similar à daquela pessoa que abriu mão do assento; Cena 5 - passam mil e uma coisas pela minha cabeça até o momento que ele resolve segurar a mochila e concluo: O racismo é cruel.
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#62 - Rotina do IAPI em dias de chuva. ...video de 12.12.14
Link: https://www.facebook.com/grbo26/videos/814585818601167/?l=6050211004697619122
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#61 - Hoje no Buzu (26/05/2014):
Sobre a Greve do Buzu
Primeiro - eu não acreditava numa greve agendada com tanta antecedência;
Segundo - ainda antecipam o início da greve por divergências com seu próprio sindicato.
Terceiro - Os Rodoviários demonstram sua força de forma equivocada. Por que prejudicar a populção que retornava para casa e não atingir os empresários ao não combrarem os R$ 2,80 da passagem ? Mais uma vez a corda arrebenta do lado mais fraco!
Primeiro - eu não acreditava numa greve agendada com tanta antecedência;
Segundo - ainda antecipam o início da greve por divergências com seu próprio sindicato.
Terceiro - Os Rodoviários demonstram sua força de forma equivocada. Por que prejudicar a populção que retornava para casa e não atingir os empresários ao não combrarem os R$ 2,80 da passagem ? Mais uma vez a corda arrebenta do lado mais fraco!
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#60 - Hoje no Buzu (11/06/2013): Uma cidadã faz a maior cara de idosa dopada com medicação para ser contemplada com uma rara vaga ńo fundo do buzu. Basta sentar que ela se empodera toda e começa a olhar para minha cara como se tivesse analisando: " esse crioulo tem drogas, armas e animais em extinção nessa mochila!". Eh o racismo nosso de cada dia! #micro-ônibus.
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#59 - Hoje no Buzu (22/02/13) – Alguém ai já deve ter dormido no ônibus e passou do ponto de ônibus. Mas comigo foi diferente. Após o dia todo de aulas consegui pegar um buzu que tinha alguns lugares vazios e fui agraciado com um desses. Nada de novo: O mesmo roteiro de ônibus, o mesmo engarrafamento e desceria no mesmo ponto. Mas algo de novo aconteceu: eu dormi e acordei azoado. Aí para completar a cena: desci um ponto antes do meu. Acontece!
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#58 - Hoje no Buzu (07/02/13) – Tudo tem a sua primeira vez e eu optei em anotar pontos da conversa entre uma mulher e uma amiga ao telefone. O povo fala tudo no celular enquanto está no buzu. Acho isso impressionante. Então recorri ao caderninho e caneta, eu estava em jejum para fazer um exame e imaginei não conseguir registrar e reproduzir tantas informações em tão pouco tempo como as que seguem: 1- Segundo ela o marido sonhou com quatro cobras, que atravessavam uma estrada e uma delas morreu. Imediatamente ela falou que as três sobreviventes correspondam à filha, ex-mulher e mãe do cara; 2- essa filha do marido dela tem a língua solta, lembrei daquelas crianças de novela que sabem, contam e conversam sobre tudo. Ai começou a sessão intolerância religiosa pois ela disse que a menina falou que a mãe freqüentava macumba, bebia ovo cru e ofertava pratos de peixe com azeite para fazer mãos às outras pessoas. Eu tava ouvindo tudo atento e senti muita vontade de participar da conversa de uma forma mais ativa. Infelizmente o buzu chegou no meu ponto e tive que descer. Mas juro que queria ver o desenrolar dessa história. Pode isso Rita? Era o que a mulher falava ao final de cada fato que contava ao telefone.
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#57 - Hoje no Buzu (04/02/13) – Poxa. D.R (discutir relação) ao telefone enquanto estamos num engarrafamento foi uma péssima opção da passageira atrás da minha cadeira. Para seu azar eu estava lá para registrar todos os detalhes. Ela tava escaldando o cara véi. Dizia que ele ouvia muito as pessoas e que um relacionamento em que ‘terceiros’ opinavam não daria certo. Mandou ele crescer e tomar jeito de homem. Ela inda escaldou ele por ele questionar o fato dela não ter atendido o telefonema dele no dia anterior. Ela bradou: “meu emprego não é igual ao seu não, meu filho. Lá não podemos atender telefone na hora que a gente quer.” Eu achei que já tinha ouvido o bastante e fui ouvir umas musicas em meu celular. Um brinde para quem inventou o fone de ouvido. Num vou mentir, mas tava com vergonha alheia.
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#56 - Hoje no Buzu (02/02/13) – Quando uma pessoa excessivamente comunicativa senta próximo a você não adianta fingir que não esta notando a presença dela. Uma filha de deus tava afim de conversar e enquanto estava sozinha puxou conversa comigo no fundo do buzu. Ela contava muita vantagem, principalmente com um cara que sentou ao seu lado e resolveu dar-lhe atenção. Era na verdade um monólogo pois ela não deixava o cara abrir a boca. Falou sobre a faculdade (fazia RH e eu com vontade de mandar ela fazer comunicação), regime e preparação física e carnaval. A cada curva do buzu ela puxava um novo assuntos, discorria sobre o tema e concluía. E o cara lá parado parecendo um idiota. Eu e mais alguns passageiros só fazíamos rir. Ela desceu no mesmo ponto que eu e consegui despistá-la entre as inúmeras pessoas que atravessam as pistas do Iguatemi. Ufa! É cada doido viu!
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#55 - Hoje no Buzu (28/01/13) – Quase que uma guerra religiosa teve início no Buzu. Primeiro quero falar de uma coisa já observo há muito tempo: os vendedores que apelam para passagens bíblicas para reforçar os argumento de marketing para venda de seus produtos. Seja para ajudar criancinhas, seja para contribuir com a ‘libertação’ de dependentes químicos ou simplesmente por criar uma identidade com o cliente ao chamá-lo de ‘irmão”. Esses vendedores abençoados fazem muito sucesso, principalmente entre as pessoas que fazem parte da mesma religião que eles. Mas dessa vez um vendedor se exaltou. Tô eu lá indo para São Tomé de Paripe e o cara começa a gritar que para encontrar deus não precisa de igreja, chegando a dar três tapas na cadeira enfrente à que a mulher estava. Aparentemente, ela e a passageira que estava ao seu lado também eram evangélicas. Não percebi se ela comentou algo para a amiga e isso fez com que o ‘irmão’ se exaltasse. Calma meu povo, Jesus tem um plano em sua vida?
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#54 - Hoje no Buzu (17/01/13) – Volta para Salvador, parada em Amélia Rodrigues. Dormia e acordava, acordava e dormia e nada de chegar. Tinha um cara que começou a roncar antes do buzu saiu (esse era 1000 vezes pior do que eu, pensei). Ele não desceu na maioria das paradas. Alias ele nem acordava. Não tinha ninguém ao meu lado. Um bebe chorou bastante lá na frente na ala dos bacanas (parte das poltronas leito) que mais pareciam cama Box. Quando desci num dos pontos de Amélia fiquei pensando “comigo mesmo”: Por que será que roupa suja pesa tanto. Não cheguei à conclusão alguma.
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#53 - Hoje no Buzu (16/01/13): saíndo de Teixeira de Freitas – Ba para enfrentar as 14 horas até Amélia Rodrigues-Ba. Ainda no ponto à espera de um ônibus coletivo me deparo numa conversa com duas mulheres. Advinha o papo: “Buzu né, pra varias. Elas reclamavam bastante que uma cidade como aquela tinha uma única empresa que monopoliza o transporte urbano. Então pensei: “vou escrever sobre isso”. Promessa cumprida.
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#52 - Hoje no Buzu (16/01/13) – Após viajar doze
horas para participar de uma reunião em Porto Seguro e ficar por lá apenas
cinco horas (quero ir lá novamente), me mando para Teixeira de Freitas. Mais
cinco horas de viagem. Apesar do cansaço não consigo pregar o olho pois nunca
tinha visto tantas curvas. Não vou mente que senti medo. Além das curvas
perigosas a cada minuto passava um carreta ao lado. Eu que estava na primeira
cadeira assistia pelo vidro como um telespectador de filme de terror. No final
deu tudo certo, graças a deus e aos dois motoristas. Frio nanado barriga.
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#51 - Hoje no
Buzu (15/01/13) – Viagem à trabalho para Porto Seguro-Ba. Saímos às 20 horas de
Salvador para enfrentar as doze horas de viagem. Eu falei 12, meia dúzia,
metade de um dia. Sorte ou azar era uma mulher que estaria ao meu lado. Começamos
a viagem assistindo um filme, outras pessoas já foram logo dormir. Mulher com
cabelo cheirando estranho tava tirando maior onda ao meu lado. Até que em uma
da várias pausas do buzu nas rodoviárias do interior ela resolve mudar de
lugar. Mas já viu? Num posso nem roncar em paz. Que tal criar uma gabine
acústica para as pessoas que roncam. Fica a dica !
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#49 - Hoje no
Buzu (12/01/13) – Os psicólogos que perdoem, mas todo taxista tem um pouco de
psicólogo. Isso porque eu também já num gosto de uma história e para quebrar o
silêncio comentei com um taxista: “com é estranho sair sozinho, né não?”. Pronto,
foi o suficiente para que ele começar a contar histórias. Durante a “corrida”, ele me deu altos (autos)
conselhos de como era bom, saudável, sadio e magnífico sair sozinho. Concordei,
mas concluímos que no inicio é muito estranho, “depois acostuma rapaz, vc vai
ver” (disse ele). Ele chegou ate a dizer que melhorou de vida (financeiramente)
depois que “deu um tempo” nas amizades. Chegou o meu destino e a conversa não
teve fim. Papo de buzu e de taxista é assim, você sabe como começa, mas nunca como
e nem quando terminam...
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#48 - Hoje no
Buzu (11/01/13 - volta) – Numa ensolarada tarde de sexta-feira, em pleno mês de
janeiro do verão soteropolitano não via hora de terminar um trabalho um pouco chato,
por ser muito repetitivo eu já tava cansado. Como estava achando que seria o
ultimo dia dessa árdua missão, comprei um pitu cola em lata e prometi colocar
no congelador quando faltassem 30 minutinhos pra terminar. Assim que terminei,
retirei-o bastante gelado e coloquei na mochila para beber assim que chegasse
no ponto de ônibus. Mas antes do terceiro gole, o buzu chegou e subi, queria
logo chegar em casa. Mas sabe aquela vontade de encontrar os amigos e beber no
final de tarde da sexta-feira? Eu não sofro desse mal, graças a deus. Ainda na
vasco da gama olho com bastante inveja uma galera, cinco ou seis pessoas, numa
borracharia, com som alto todos no buzu riem do refrão que eles estão dançando:
“
... Ai que me bate a revolta,
De volta no posto, pra minha putaria
Bota o pagodão irmão que eu amo mesmo a putaria.
Eu já volto pra putaria
Volto mesmo pra putaria
Eu já volto pra putaria
Volto sim pra putaria
Chame os parceiros pra putaria
Volto sim pra putaria
Eu já volto pra putaria
Volto mesmo pra putaria
Uma filha de deus olhando pra minha latinha,
pensei que ela ia pedir um gole e bebi logo pra não correr o risco. Sei lá! Mas
eu queria tá no meio daquela galera ali viu.
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#47 - Hoje no
Buzu (11/01/13 – ida parte 2) – Sabe aquela situação de vergonha alheia? Eu
fico impressionado com a cara que as pessoas fazem pra entrar pela frente. As
vezes dá vontade de premiar com o Oscar. Isso por que tem uma idade mínima para
gratuidade e essas pessoas não tem vergonha de tentar parecer uma idade que,
com toda certeza, não tem. Só não vá chamá-los de tio e tia que ficam bravos.
Uma senhora com cara de 45 anos entregou a carteira de identidade ao motorista
após entrar pela porta da frente (gratuidade).
Olá só o
diálogo:
-Ela:
Bom dia
-Ele:
Deixa ver sua carteira?!?!
-Ela: Tá
incompleta viu. (referindo-se à idade mínima).
-Ele:
incompleta nada, tá muito longe ainda.
Aí ele
entorta a cara, devolve a carteira de identidade dela e ela vai sentar nas
cadeiras destinadas aos idosos e gestantes.
Eu tive
que descer pra tentar pegar o buzu da frente, conforme contei no caso anterior
(#46) e não vi o desenrolar dessa história.
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#46 - Hoje no
Buzu (11/01/13 – ida parte 1) – Ô gente, lá vou eu de novo pro Engenho Velho da
Federação. Já que não estava muito afim de subir uma das ladeirinhas da Av.
Vasco da Gama, pego um ônibus ate a Liberdade. Lá percebo que o Conj. Pirajá 1
(aquele que falei outro dia – caso #45) estava passando e eu o perdi
simplesmente por que tava lendo as mensagens que chegaram no celular. Corro,
peço ao motoqueiro para aliviar meu lado e atravesso a pista um pouco mais
rápido que o normal. Não deu nada certo! Ai pego o ônibus de traz para ver se
dá para alcançar o que havia perdido. O cobrador me olha com olhar
constrangedor e resolvo pagar. Desço dois pontos depois e saiu correndo, corro
bastante e não consigo pegar o Buzu. Pior que isso, na minha frente uma fila de
quase quinze pessoas que esperavam o amarelinho que substitui o trajeto do
Plano Inclinado da Liberdade (quebrado há um tempão) observam meu sofrimento.
Finjo que não aconteceu nada e procuro uma sombra. Tive que esperar mais uns 25
a 30 minutos ate o próximo Buzu passar, enquanto isso me distraia ao som de
Thiaguinho que era tocado pelo vendedor de Cd pirata. Ousadia e alegria!
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#45 - Hoje no
Buzu (10/01/13) - Parte 2: Uma história um pouco longa, tão longa quanto o
trajeto desse buzu. Pra minha felicidade eu só participei de metade do trajeto,
que já é o bastante pra passear por metade da cidade. Trata-se do buzu que sai
do Conjunto Pirajá com destino ao Engenho Velho da Federação. Consegui um lugar
no fundo do buzu, um dos poucos que ainda restavam. Já no centro da cidade sou
abordado por uma jovem com “cara de desequilibrada” que diz estar passando mal;
“moço, deixa eu sentar por favor que eu to passando mal”. Alias cara só não,
corpo todo!!!! Como eu não sou de contrariar maluco passei o meu lugar e fico
em pé. Mas destemido como raramente sou, pergunto por que ela escolheu
justamente o lugar que eu estava, ela prontamente responde que eu era o mais
jovem dali e que ela sempre dava lugar aos mais velhos. Passa um tempinho e
algumas pessoas descem do Buzu no centro da cidadde. Um coroa tirado a esperto
sai do lado dela e vai pra outro lugar e me oferece para que eu ocupe a cadeira
ao lado dela. Ai uma sequencia de fatos: uma outra mulher oferece biscoito pra
ela, achando que ela ta passando mal por que tá com fome; ela começa a gritar
as matérias de capa de um jornal de um cara que ta em pé lendo; e, finge chorar
ao dizer que estava cheia de problemas. Ela desce no ponto da entrada de São
Lázaro e segue rumo à faculdade, segundo ela iria pra aula. É cada uma que me
acontece!
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#44 - Hoje no
Buzu (10/01/13) - Parte 1: saio de casa azoado e começo a procurar o cartão de
meia passagem do ônibus. Revirei toda a mochila nos dois minutos que esperava o
Buzu. É sempre assim, basta não querer que o ônibus chegue para que ele
apareça. Subo no buzu e continuo procurando o cartão, mas não encontro. O
cobrador começa a olhar pra minha cara achando que vou trazeirar. Resolvo então
pagar (com dinheiro). Assim que pago a passagem não é que o bendito cartão
aparece. Tava no meu bolso. Só rindo. #saolonguinho
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#43 - Hoje no
Buzu (03/01/13): Durante uma viagem, um acidente provocado por um Buzu
me leva a pensar: Por que os motoristas e cobradores do
transporte coletivo (onibus) de Salvador não usam o cinto de segurança? Não
tenho a resposta! No Rio Grande do Sul alguém pensou da mesma forma que eu:
http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/05/por-que-os-motoristas-de-onibus-nao-usam-cinto-de-seguranca-2892504.html
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#42 - Hoje no
Buzu (03/01/13): Já diziam os mais antigos: “Brasileiro só fecha a porta depois
de roubado”. Todo mundo tava vendo q aquele poste na baixa de quintas que
surgiu em meio às mudanças no trajeto embaixo do viaduto de uma via exclusiva
que ligara o porto à BR estava muito estranho. Mais de 2 meses e não
resolveram. Mas tem que dar merda primeiro. Felizmente foi as 5 da manha. Saldo
de um ferido no HGE – Hospital Geral do Estado. E como dizem que esse ferido
era morador de rua a história parece que ficará barato. Ainda culpam o
motorista de estar acima da velocidade. Entre culpados e feridos, todos se
salvaram. No mesmo dia do acidente retiraram o poste. Materia:
http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/01/acidente-deixa-parte-da-baixa-de-quintas-sem-energia-diz-coelba.html
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#41 - Hoje no
Buzu (02/01/13): Pra começar o ano com pé direito, 05 horas de fila em pleno
sol do verão baiano para voltar pra casa após 05 dias na Ilha. Pra não sofrer,
já utilizo a estratégia de incorporar esse sofrimento nas filas de lanchas e
ferryboat ao passeio. Só mais uma coisa: a bagunça era organizada pelos
seguranças e algumas pessoas que vendiam lugar na fila. Nós víamos varias
lanchas saindo e nosso lugar na fila permanecia o mesmo. Passei meu protetor
solar e tratei de fazer amizades para ver se o tempo passava mais rápido. A
gente sofre, mas se diverte.
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#40 - Hoje no
Buzu (19/12/12): Eu no Buzu tirando a maior onda com celular que tem acesso às
redes sociais posto uma foto daquele cidadão que sempre está no Largo do
Tamarineiro (que não tem mais pé de “tamarino” e sim de manga). Segue o
comentário: “Hj
no Buzu: Ta atacado hj. Nem ta tomando seu tradicional banho matinal no lgo do
tamarineiro. Basquete deve ser bom para relaxar.” Dois comentários: Erasmo
Cachoeira
Esse cara é uma figura! PretOo
SantOs
porra vei foi mesmo eu vi ele tava muito doido parecendo oscar.
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#39 - Hoje no Buzu (18/12/12): Mais narradores de
buzu. São aquelas pessoas que vão noticiando tudo que acontece na rua. De
acordo com a velocidade em que tivermos sendo transportados, sentem a
necessidade de falar rápido como um locutor de partida
de futebol. Mas sabe que esse casal de narradores falavam coisas úteis, entre
tantas coisas que noticiaram. Eles trouxeram reivindicações interessantes: “Um
buzu caro, sujo, com ruas cheias de buracos e bancos desconfortáveis, sem ar
condicionado...” Eu apoiei a pauta! Vamos à luta por um transporte coletivo de
melhor qualidade!
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#38 - Hoje no
Buzu (16/12/12): Um breve passeio na minha praia preferida: Mar Grande! Logo
cedo pego a lancha para um viagem de cerca de 45 minutos. Que massa, agora tem
TV nas lanchas. No momento era transmitida a final do Corinthians e todos
concentrados na partida que já estava nos minutos finais. O time adversário fez
um gol, um bebê começou a chorar. Calma guri, o gol foi anulado. Eu fiquei
quieto só observando. Na volta, uma outra lancha, também com TV. Dessa vez eu estava
prestando atenção ao anúncio de quem seria a vencedora do The Voice Brasil.
Quando o apresentador anunciou: Elen Oléria, só eu gritei e todos ao redor me
olharam. Eu num tava nem ai!
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#37 - Hoje no
Buzu (15/12/12): Pense numa pessoa que não sabe nada sobre carros. Pensou?
Pronto, essa pessoa sabe mais do que eu (risos). Tô indo pra minha aula, pra variar
atrasado, o taxista chega pra mim, todo sério e diz: “broder, eu preciso de um
conselho.” Vixe, tomei maior susto, mas fiquei calado esperando ele completar o
raciocínio e já tava pra lá de curioso pra saber do que se tratava. Em um
segundo pensei milhões de coisas.....menos que ele me perguntaria qual carro
ele compraria pois tava querendo mudar o carro do taxi, coisa e tal. Na verdade
ele já sabia o carro que queria comprar. Eu só fazia concordar com o que ele
falava. Segundo ele é esse ai da imagem, que dá pra carregar uma geladeira ou
fogão de 06 bocas. Só rindo viu!
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#36 - Hoje no Buzu (10/12/12): Chego em casa e
encontro o seguinte comentário no facebook: “Hoje
no Buzu: George Oliveira, quase me matou de
susto..!!hauahuah”
Agora veja se eu tenho culpa em falar o nome de uma pessoa que sentou na
cadeira enfrente à minha e não me enxergou. Também tinha um cara chatão
conversando comigo. Falando de/sobre um outro mais chato ainda! Eu queria
despistar ele e puxar conversa com alguém. Esse cara fazia as perguntas e ele
mesmo respondia. Num tenho paciência com gente assim não!
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#35 - Hoje no Buzu
(08/12/12): Festa da Conceição da Praia, fui no Pelourinho resolver umas coisas
– Quando retornava pra casa, enquanto esperava o Buzu enfrente ao Shopping
Baixa dos Sapateiros, constatei a presença de três personagens marcantes que dialogavam:
(1) o vendedor de cafezinho que também vendia CDs e tocava umas empolgantes
músicas de arrocha, que ele mesmo se balançava. (2) o vendedor de amendoim com
sua colher pontiaguda olhava a todos por baixo do óculos e também reciclava
latinhas (3) um descalço, que dizia ter uma boa aposentadoria, mas achou uma
grava na rua e tratou logo de usar. Os três conversavam até que o vendedor de
cafezinho foi embora, o da gravata subiu num buzu com o bolso cheio de amendoim
e o do amendoim ficou por lá mesmo!
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#34 - Hoje no
Buzu (06/12/12): Eu todo empolgado no Corredor da Vitória subo em um (nium - como falamos) buzu .... Pra variar, tava
fazendo reunião pelo celular. Parei um pouco pra falar com uma amiga da época
de faculdade. Pior que fiquei meio sem graça, ela não deu a maior atenção.
Ainda fiz uma brincadeira quando ela desceu, ao prometer colocar essa situação
no facebook. Ela mal sorriu e seguiu seu caminho. Acho que ela não tava muito
afim de conversa, deveria ta acordando ainda! Vá entender as pessoas.
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#33 - Hoje no
Buzu (05/12/12): Essa é para quem já teve o desprazer de chegar na parte de
baixo do “Plano Inclinado Pilar” e encontrar a famosa placa: MANUTENÇÃO. Não
tem jeito, a solução é fazer um maior arrodeio pelas Ladeiras do Taboão e do
Passo. Como diz o povo: “pernas pra que te quero!”. Para quem não sabe, a cidade de Salvador é
dividida em duas parte: alta e baixa. Por esse motivo, temos os elevadores e
planos inclinados. O elevador mais famoso e único que funciona (as vezes
precariamente) é o Lacerda. Mas temos 03 planos inclinados que prestam o mesmo
tipo de serviço. Tem um deles que chama-se Plano Pilar, mas poderia se chamar:
“Ô glória, ta funcionando!” Quem já desceu no comercio e teve que passar raiva
com esse plano fechado sabe do que to falando.
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#32 - Hoje no
Buzu (05/12/12): Como tem gente chata nesse mundo. E as pessoas que têm
conversa “repetitiva” são as piores. Tô eu lá de boa no buzu e um cara começa a
falar ao celular. Pense numa conversa chata e repetitiva. Esse cara trabalha
num desses laboratórios (que fabricam óculos). Ao telefone ele tentava
convencer (vencer pela chatice e cansaço) alguém ao dizer sucessivas vezes que:
“é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de
20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório,
lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do
que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o
oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no
ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem
mais de 20 anos no ramo”.... Chatão! Chatão! Chatão! Chatão! Isso ai posso
repetir à vontade. Chatão! Chatão! Chatão! Chatão!
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#31 - Hoje no Buzu (04/12/12): A festa de Santa
Bárbara comendo no centro e eu tive que ir resolver um probleminha num local de
difícil acesso. Resolvi ir de taxi pra poder adiantar “meu lado”. Eta que os taxistas
tão dando trabalho. O papo era pra ser
sobre buzu, mas eles tão mandando ver. Dessa vez me apareceu um cara dengoso.
Acho que o carro dele era novo e ele foi o caminho todo reclamando dos buracos
e quebra-molas da cidade. Ainda tive que
atacar de co-piloto, pois ele sempre me pedia pra olhar se dava pra ele passar
nos lugares sem arranhar a lateral de seu lindo carrinho. Ele nunca acreditava
no que eu dizia. Agora veja se eu posso!!!
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#30 - Hoje no
Buzu (02/12/12): Mais uma de taxista: Saiu eu do dia do Samba e evito aquele
ponto de taxi enfrente ao Elevador Lacerda, na Praça Municipal. Isso porque não
queria me estressar com mau humor de quem ficou um tempo na fila e não foi
agraciado com uma corrida para o aeroporto (O sonho de todo taxista!!!!!). Para
meu azar paro um taxi e o cidadão vai logo perguntando: “Pra onde você vai?”
Respondo o destino e fico na minha enquanto ele inicia o trajeto. Logo em seguida
ele começa a indagar se é na rua principal do bairro, eu já injuriado, respondo
que SIM!. Ele não se contenta e pergunta de novo e respondo: “Eu já lhe
responde essa pergunta!” Ele liga um GPS lá com monte de linhas azuis, mas logo
chega o meus destino. Pago, pego troco de cédulas e enquanto ele cata umas
moedas, abro a porta e saiu sem dizer nada a ele! Mas que me deu vontade de
perguntar onde ele mora e mandá-lo “praquele” lugar não esconde de ninguém!
#taxixero!
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#29 - Hoje no
Buzu (01/12/12): O povo agora tá com a mania de tudo que acontecer no buzu
dizer que lembrou de mim. Tô eu lá, alegre e sorridente, numa ensolarada manhã
de sábado indo pra minha aula. Ai uma “conhecida” senta ao meu lado e começa a
dizer que tá indo à praia. Que isso, que aquilo outro e chama minha atenção
para que eu não coloque nada disso no facebook. Na despedida ela msotra a
sacola de praia cheia de smirnoff-ice gelada! Ai e pra matar papai né!
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#28 - Hoje no
Buzu (28/11/12): Rapaz, a cobradora tava afim de onda. Eu peguei um Buzu que
tinha como destino o aeroporto, mas eu iria ficar apenas 05 minutos, uns três
ou quatro pontos de ônibus e desceria. Subiu um cara na minha frente bebendo
água mineral numa garrafa. Aì a cobradora falou com ele que precisa de uma
garrafa daquela, coisa e tal. Eu, que num sou nada gaiato, me meti na conversa
e o cara foi sentar na frente. Caí na besteira de escolher uma cadeira perto da
“borboleta”. Ela dizia estar de regime e que um milagroso chá e shake foram
responsáveis pelo seu rápido emagrecimento. E foi logo contando tudo: parou de
comer pão, carne, fritura refrigerante....me passou sua dieta completa. De
repente ela desce de sua cadeirinha para mostrar o quanto a calça estava
folgada. Segundo relatou: “parece que eu era dona de uma borracharia, agora não
ópraqui como tou!” Disse ela pegando na cintura. Já fui...desci no corredor da
Vitória e desejei boa sorte pra quem seguiria até o aeroporto!
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#27 - Hoje no
Buzu (27/11/12): Os passageiros do fundo do buzu foram expostos à uma
“fofocagem” sem fim. Uma dupla de colegas de trabalho (casal) com farda de clinicas
e/ou laboratórios de diagnósticos expuseram a todos suas rotinas, dilemas e
péssimas condições de trabalho. Falavam com muita raiva de tal supervisora que
fiquei com pena da coitada. Tive a impressão que somente eles dois eram
perfeitos, éticos e justos. Eles não tratavam nenhum paciente mal, não falavam
de ninguém e se davam bem com todos os colegas. Várias vezes durante a conversa
a mulher atendia o celular e o cara retomava a conversa quando ela desligava.
Desci do Buzu e eles deram continuidade à interminável conversa.....
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#26 - Hoje no
Buzu (23/11/12): Um senhora sentada ao meu lado no fundo do buzu não ficava
quieta. Mais parecia a Narradora dos acontecimentos que presenciávamos pela
janela do Buzu. Estava toda lindona
parecendo um repolho roxo (risos). Quando passamos pelo Largo do Tamarineiro
ela se espantou com uma cena que presenciamos quase todos os dias por volta das
8H da manhã: um cara tomando banho com água de um balde do lado do ex-módulo
policial do Tamarineiro. Ai ela foi a viagem toda comentando tudo, parecia que
a janela era uma televisão e que só ela tava vendo as coisas. Por último o cara
que tava trazeirando pediu para alguém que estava no ponto fingir que iria
subir. Quando motorista abriu a porta traseira ele desceu e ela ainda me
perguntou: vc viu?, vc viu?...
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#25 - Hoje no Buzu (14/11/12):
Tão traumatizado que nem consigo lembrar toda a história. Retornando de uma
reunião, pegamos um taxi só pra não ter que subir a Ladeira de Pedra (a pé).
Essa ladeira fica entre o Retiro e o IAPI. Num sou muito fã de moto, imagina de
moto-taxi. Nós ficaríamos menos de cinco minutos dentro do taxi. Mas parece que
foi uma eternidade. Era aniversário do taxista que imediatamente fez um telefonema
e começou a xingar um mulher do “radio taxi”: “cavala, cavala, cavala”. Berrava
ele ao telefone onde conversava sobre os maus tratos ofertados pela vilã da
historia. Ele mandava recado por uma outra pessoa, e falava alto, gesticulava e
parecia estar bastante nervoso com uma situação em que foi humilhado por uma
das atendentes da radio-taxi. Fiquei um pouco apreensivo, ainda mais que a
pessoa que estava comigo desceu assim que subimos a ladeira. Não sei de onde
tirei coragem pra conversar com o cara, dizendo que era aniversário dele e que
ele não permitisse que ninguém estragasse o dia, de festa coisa e tal, caixa de
fósforo. Pedi desculpas pois faltou R$ 0,35 e me mandei !!!
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#24 - Hoje no
Buzu (14/11/12): Final de tarde, eu e uma colega de trabalho esperávamos a
“sinaleira fechar” para atravessar a “pista” no Retiro quando ouço a seguinte
pergunta: “Ei, ei...Que horas você saiu do final de linha? Foi entre 13:30 e 14
horas? Então foi você quem eu dei 20 reais e esqueci de pegar o troco”. Não deu
pra perceber o que o cobrador falava, mas pela cara da criaturinha quando
retornou para o ponto de ônibus deu pra perceber que a investida não foi bem
sucedida. “Não aceitamos reclamações posteriores”
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##23 - Hoje no
Buzu (13/11/12) volta: Taxista cantor é pra matar qualquer pessoa de raiva. E
ele insistia que uma banda era muito boa. Eu, por educação, concordei na hora.
Aí ele se empolgou: ó paí que banda rapaz, muito boa, isso que é musica.....olha
percussão. Eu querendo aproveitar a “corrida” pra fazer alguns telefonemas tive
que apreciar a tal banda “maravilhosa” e a voz de seu fã número 1. Ai meu São
Jorge.
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#22 - Hoje no
Buzu (13/11/12) ida: Sempre reclamo de quem fica fazendo reunião no celular
enquanto está dentro do ônibus. Mas dessa vez o maleducado fui eu. Isso por que
uma certa pessoa me liga enquanto ainda estou no ponto de ônibus. Avisei imediatamente
que só poderia falar se fosse muito rápido. Resumo da história: Fiz uma
reuniãozinha de 30 minutos ao telefone. ‘Desculpaê’, galera que tava no buzu!
Mas a conversa rendeu...
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##21 - Hoje no
Buzu (08/11/12): Você reclama do passageiro que é “dj do Buzu”. Outro dia falei
até aqui de um cobrador que também sonhava em ser dj. Mas agora é a vez do
motorista. Pra variar tava ouvindo Pablo (arrocha). Com suas luvas rubro-negras,
ele proporcionou uma agradável viagem com músicas, dançinhas e um sorriso de
galanteador. De vez enquando ele ainda atendia o celular, num daqueles fones
que ficam pendurados na orelha. É isso ai meu povo. O lema é: “A gente ganha
pouco mas se diverte”.
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#20 - Hoje no
Buzu (09/11/12): Essa não vai ter graça nenhuma. Isso todo mundo faz: atender o
celular no ônibus e mentir dizendo que tá num outro lugar. Os que mentem menos
dizem: “eu to chegando em tal bairro, assim, assim”. Eu não acredito em quem
tem celular!
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#19 - Hoje no
Buzu (08/11/12): Essa aqui eu tava querendo contar: Tô lá fazendo minha velha
palavra cruzada. Parecia ser uma viagem tranqüila até o Centro Histórico. Mas
não, não mesmo! Ainda bem, pois assim tenho motivação para escrever. A porta
abriu no bairro da Liberdade. Parecia que não passava um Barroquinha há
séculos. Uns cinco caras foram os primeiros a subir. Com ar irônico diziam um
para o outro: “Quer carinho? Pegue um taxi!” Parei para pensar no que estavam
falando. Eu estava no fundo do buzu e todos foram pra lá. Nem deu tempo
terminar o raciocínio! Eles começaram a jogar “21” apostado, um tipo de jogo de
cartas. Aquele engarrafamento da Lapinha nunca foi tão longo. Tentei ouvir uma
rádio de noticias, mas eles gritavam e xingavam num volume bastante elevado. As
três principais hashtag deles eram: #desgraça #deixaobode #macaco (o apelido de
um deles). Há sim, esse cara ai era onde todos “casavam” a aposta, uma espécie
de caixa! Desci no meu destino e eles ainda estavam empolgados no jogo.
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#18 - Hoje no
Buzu (07/11/12): (volta): “Meu Deus, pra que tanta chuva em tão pouco tempo.
Deixa ao menos eu chegar em casa.” Pensava eu enquanto dividia um guarda-chuva
com um broder e caminhava até o ponto de ônibus. Tava engarrafado, eu fiquei em
pé. Meu telefone toca e enquanto converso ouço uma batida. Nessas horas a gente
só pensa o pior, né não? Imaginei logo que o motorista bateu em um dos carros
estacionados na rua. Aí comentei ao telefone: “Xi rapaz, não vou cegar tão
cedo! O buzú acabou de bater aqui”. Algumas pessoas olharam pra minha cara, mas
o idota nem tinha percebido que a batida foi alguém querendo chamar a atenção
do motorista para que abrisse a porta traseira fora do ponto: “bá, bá, bá...”
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#17 - Hoje no
Buzu (07/11/12): (ida) “Bom dia”. Disse uma mulher que sentou ao meu lado.
Fiquei surpreso pois não é muito comum isso acontecer. Pensei algumas coisas na
hora, mas é melhor deixa pra lá. Não quero ser injusto com ninguém. Meu
raciocínio foi interrompido por uma outra mulher que conversava com a amiga ao
telefone. Dei muita risada quando ela saltou a pérola: “Menina, você tá viciada
em colocar empresa no pau né!”. Onde tem “no pau” lê-se: “na justiça do
trabalho”. Tem cada mania estranha. E vamos simbora!
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#16 - Hoje no Buzu
(01/11/12): Uma mulher dirigindo ônibus em Salvador é uma raridade. Acho que
apenas uma ou duas empresas da capital baiana admites mulheres nesse cargo. Não
sei se chegam à um total de dez mulheres na condução desse importante
transporte coletivo. O mais legal é só perceber que uma mulher conduziu o
ônibus quando você esta descendo em seu destino. Assim percebemos que no
volante não faz diferença alguma ser homem ou mulher e que não vale de nada
tanto preconceito.
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#15 - Hoje no Buzu
(31/10/12): Dizem os mais velhos: “A curiosidade matou o gato”. E parece que a
pessoa que sentou ao meu lado não tava nem ai para a sabedoria popular. Ela
conversava com uma amiga sentada na cadeira atrás da nossa, quando eu tiro da
mochila uma palavra cruzada. Eu queria “distrair” as idéias e esquecer o
engarrafamento. Mas num é que ela não tirava os olhos da minha palavra cruzada,
eu fingia que não via. Até que ela não resistiu e disse: “Tô aqui olhando como
você faz isso rapidinho, eu nem sei como começa isso ai.” E disse mais,
duvidando da minha inteligência: “Aí tem resposta/gabarito? Você não olha não?”
Eu dei risada e fingi que não tava entendendo! Voltei para minhas palavras
cruzadas. Ô povo gaiato!
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#14 - Hoje no Buzu
(27/10/12): Lembrei do caso do dia anterior em que falei sobre o incontrolável
espirro (#13). O motivo disso foi uma pessoa que passou toda viagem lixando a
unha. Aí pode né, não estraga a escova alheia!!! Isso mesmo, ela lixava suas
unhas e distribuiu bactérias na atmosfera do transporte coletivo. A poluidora
ainda parecia se divertir. Não é só espirro que transmite doenças, as unhas
também tem seu papel nessa história. Espirro não da pra controlar, mas lixar as
unhas sim!
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#13 - Hoje no Buzu
(26/10/12): Tem coisas que são incontroláveis. O espirro é uma delas. Um
simples espirro pode transmitir doenças, disso todo mundo sabe. Mas temer um
espirro pra não desmanchar a escova do cabelo já é demais. Foi essa impressão
que tive com uma pessoa que sentou na cadeira enfrente à minha. E olha que eu
estava espirrando “dentro” da minha camisa. Mas ela não queria arriscar seu lindo
cabelinho. Tenho certeza que se ela tivesse uma sombrinha teria aberto.
Educação é sempre bom, mas não posso mandar no meu espirro.
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#12 - Hoje no Buzu
(23/10/12): Pense numa pessoa hiperativa! Agora multiplique por dez. Pronto!
Você conseguiu chegar perto de como era esse motorista. Além de dirigir,
desviar as vistas do sol e o buzu da buraqueira, abrir e fechar duas portas,
conferir se os velhos que entram pela frente realmente são velhos e tantas
outras coisas, ele ainda desenvolvia uma serie de atividades. Vamos aos
personagens que estavam na frente do ônibus e que ele dialogava a todo momento:
Uma senhora falando de Jesus e citações bíblicas. Aí o motorista começou a
pertubar ela e dizer que ela ia era pro centro espírita. Num é que a mulher
largou o doce e disse que ia para igreja só de “baratino” mesmo. Segundo ela,
ela aprendia a amar era no espiritismo. A mulher desceu e o motorista continuou
contando a vida dessa mulher e interagindo com os demais passageiros...
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#11 - Hoje no
Buzu (19/10/12): Voltando aos buzus da minha querida cidade Salvador tive como
“DJ do Buzu” um cobrador muito gente boa. As vezes eles não gostam muito de dar
informação (dizem não ser sua obrigação), ficam irritados ao passar troco como
cédulas maiores que dez vezes o valor da passagem (existe até uma lei que os
protege disso), as vezes estão até cochilando durante a viagem. Nem pense em
falar com ele antes de dar dar um bom, dia/tarde/noite. Esse que to falando resolveu
compartilhar (forçozamente) o som de seu celular. Então, por livre e espontânea
pressão ouvimos o Cd de Pablo todinho: “Corre e diz pra ela que a casa tá
vazia, que as flores....”. Valeu Cobra!!!!
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#10 - Hoje no
Buzu (16/10/12): Não sei se todxs sabem, mas o Rio de Janeiro tem dois
aeroportos. Fui olhar na internet sobre a distancia entre eles e fiquei sabendo
que é de um pouco mais de vinte quilômetros.
Após passar a madrugada no aeroporto do Galeão, voltando de um breve
passeio na cidade maravilhosa, presenciei uma conversa entre três pessoas de
meia idade que estavam sentadas ao meu lado na sala de espera. Eu fazia minhas
palavras cruzadas e folheava um livro que tinha acabado de comprar. Evito dormir em locais públicos para não
passar vexame (ronco e/ou boca aberta). Nesse caso ainda era pior, tava sozinho
e corria o risco de perder o voo. Só que um jovem rapaz não resistiu ou não
liga pra os que os outros falam/pensam. Ele tirou um cochilo e ouvi uma das
três pessoas mostrando para outras duas: “Daqui dá pra ver o outro aeroporto!”
Eu tava sem entender, pensei que era alguma foto ou imagem no telão. Nada disso
o cara tava zoando do cidadão que dormiu e estava com a boca arreganhada.
#09 - Hoje no
Buzu (12/10/12): Pra não parece que sou pobre e só ando de Buzu tenho uma pra
contar de Aeroporto. Numa viagem ao Rio de Janeiro pude presenciar uma cena
engraçada. Por mais que a cidadã que protagonizou a cena seja marinheira de
primeira viagem. Ao passar pela “porta” com detector de metais, ela foi
advertida para que retirasse sua sandália que tinha fivelas de metal.
Entregaram a ela uma proteção para os pés, uma espécie de meias descartáveis.
Pasmem: ela colocou a proteção sem tirar a sandália e ficou revoltada dizendo
que iria ficar nua, que era absurdo aquilo ali e coisa e tal. Eu ri e saí
contando para as pessoas que estavam comigo e não viram a seqüência de cenas.
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#08 - Hoje no Buzu
(05/10/12 volta): Vivemos tempos muito doidos em que as pessoas correm, correm
e correm. Parece que nosso dia deveria ter 48 e não 24H. Aí as pessoas começam
a pirar e pensar que estar num buzu, mesmo em movimento, é perca de tempo. E fazem desse meio de transporte um
“escritório coletivo itinerante”: reunião de trabalho, de estudo, D.R, resenha
esportiva, marcam consulta e por ai vai. Mas desbloquear cartão de crédito (com
toda aquela agilidade do nosso telemarketing) como vi hoje foi demais. Tem
coisas que são sigilosas. Ainda fiquei imaginado que o cara não é nada
discreto, mais ainda por ele ser um carteiro!
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#07 - Hoje no Buzu
(05/10/12 ida): Impressionante como algumas pessoas gostam de ler e acho a
leitura muito importante. Só não entendo
porque essas pessoas não carregam um livro, revista, (até bula de remédio
serve) para ler no buzu. Mas basta você tirar algo seu pra ler e logo elas
metem a cara pra ficar bisbilhotando. Leitura é importante, curiosidade até
certo ponto também, mas dispenso a falta de educação.
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#06 - Hoje no
Buzu (19/09/12): Encontrei um jovem negro de mais ou menos 17 anos pedindo
ajuda para fazer uma “guia” de doces e chocolates para vender e ter uma grana.
Fiquei pensando a trajetória de vida dele que conheço a cerca de dez anos. Pai
guardador de carros e alcoólatra, irmão mais novo e madrasta usuários de crack
e abandonou os estudos na quarta ou quinta série. Sempre o encontro fazendo uma
“correria”, seja vendendo balas ou outras tantas atividades. A nossa conversa
foi rápida. Deu tempo para saber que está brigado com o pai (xingamentos não
faltaram). Não sei até quando terei oportunidade de encontrá-lo daquela forma:
querendo trabalhar e vencer na vida. Eu que sempre quis ajudá-lo na hora não
fiz nada. Pensei tanto e não fiz nada! Odeio quando isso acontece.
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#05 - Hoje no Buzu
(18/09/12): eu já estava mais que atrasado e disposto até a pegar dois buzus pra
adiantar meu lado. Mas a primeira opção que me apareceu fazia um certo “arrodeio”,
mas me deixava bem próximo ao local de destino. Nessa opção não preciso subir
ladeira (não tem coisa melhor!!!). Fiquei no fundo do buzu e percebi que tinha
uma senhora gritando ao celular nas primeiras cadeiras. Não prestei muita
atenção em seu diálogo. De repente sobe para o ônibus Geovan. Fomos o caminho
todo conversando sobre vários assuntos. Um deles e mais engraçado foi sobre as
fotos d@s candidat@s da cidade de Salvador. E nos perguntávamos por que usam
fotos tão antigas, do tempo que ainda eram jovens (do movimento estudantil).
Aproveitamos o engarrafamentos (corriqueiro) entre o Plano Inclinado da
Liberdade e a Ladeira do Colégio Carneiro Ribeiro para comentar sobre um monte
de cartazes nessa situação.
=======
#04 - Hoje no
Buzu (15/09/12): Recebi um telefonema e fui informado que a maré estava baixa e
só teria lancha para Mar Grande após as 10 horas. Como teria que estar lá antes
das 9:30H, desisti de ir de ônibus e peguei um taxi rumo ao Ferry boat. “Caí na
besteira” de perguntar ao taxista quem cantava a música em seu rádio. Foi só o
início de um alonga e repetitiva conversa onde ele esculhambava as musicas
“dessa geração” e exaltava a da época em que era jovem (e isso deve ter muito
tempo viu!!!!!!). O cantor era Bartô Galeno, que nunca ouvi falar, mas anotei
pra procurar na internet e resenhar. Não encontrei a música que mais marcou.
Segue a mais acessada no youtube:
a.
Já no Ferry, quero deixar registrado que tinha
o dobro de pessoas da capacidade e fui imaginando que os coletes (salva vidas)
estão embaixo do assento (cadeiras) e onde estariam os das pessoas que estavam
em pé, como era meu caso!
=======
#03 - Hoje no
Buzu (14/09/12): Percebi que tem duas coisas que atraem gente. Uma é roupa
branca e a outra é motorista. Deixa eu
explicar: Saí com minha bata branca toda filé e uma filha de deus toda espaçosa
senta ao meu lado, com um capacete na mão (???), umas duas bolsas e começa a
procurar algo sem encontrar. Ela acaba invadindo o espaço que eu estava sentado
e me deu umas duas cotoveladas. Ainda bem que não foi do lado do meu valioso e
útil fígado. Após sobreviver à esse atentado, levanto-me para descer do ônibus
e percebo que as pessoas resolveram ficar na frente. E olha que não eram
idosos. Aí todo amassado, surtei e saí largando: “motorista, manda esse povo
sentar, tem um monte de lugar....parece que querem sentar no seu colo!” E me
mandei.
=======
#02 - Hoje no Buzu (13/09/12): Passando pelo Largo do
Tamarineiro, tinha um cantor “meio azedo” com um carro de som e microfone
chorando porque alguém disse que a música dele era de CORNO. Isso chamou a
atenção de todos no ônibus. Ele estava vendo seu CD por “apenas” cinco reais.
Recuperado da choradeira, que não me pergunte se era verdade ou não pois eu era
passageiro, ele solta uma música (flash back) que peguei trecho aqui na
internet pois não sei escrever italiano: “Roberta,escuta-me
Volta novamente, te peço
Com você, cada instante era felicidade
Mas eu não entendi
Não soube te amar
Roberta, perdoa-me, retorna mais uma vez, venha a mim
http://www.vagalume.com.br/pepino-di-capri/roberta-traducao.html#ixzz26OgAMpSi”
Com você, cada instante era felicidade
Mas eu não entendi
Não soube te amar
Roberta, perdoa-me, retorna mais uma vez, venha a mim
http://www.vagalume.com.br/pepino-di-capri/roberta-traducao.html#ixzz26OgAMpSi”
#
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#01 - Hoje no
Buzu (12/09/12): Tinha um cara com fone de ouvido e dei graças a Deus pois não
iria ficar ouvindo musicas enquanto tentava ler meu texto. Mas foi pior, ele
fez um telefonema onde dizia, aos gritos, para uma amigo que tinha plano de
saúde e iria ao endocrinologista. De repente, uma menina tombou a bolsa no
braço dele (nenhuma novidade né), ela pediu desculpas e ele disse: "Pode
bater à vontade, mainha!"
Desabafo
do cotidiano de um passageiro em viagens muito interessantes num transporte
coletivo. Ao compartilhar “certas” historinhas com pessoas que nunca viu
antes, outras que conhece apenas “de vista” e as vezes com vizinhos e
amigos. Não fica preso apenas ao ônibus, por isso taxi, lanchas e até avião
fazem parte dessa coluna. Casos reais, pensamentos e criticas das nossas
antigas e contemporâneas formas coletivas de transporte urbano.





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