Hoje no Buzu




# 69 - Hoje no buzu (16/07/2015): Enquanto o toró (chuva) caia e eu imaginava as atividades que deveria desenvolver ao longo do dia me deparei com uma cena daquelas tragicômicas. Histórias que o povo acha que invento, mas só eu sei do meu "sofrimento x divertimento" que é pegar buzu. Ispia só o diálogo protagonizado por duas senhoras de seus 70 e poucos anos. Para facilitar vou identificá-las por Grisalda (a que tinha cabelos brancos) e Tingilda (a que prefere o truque de esconder a idade ao tingir o cabelo):

- Grisalda: Deixe de aleotria viu (chamou a atenção de metade do buzu). Num me empurre não. Uma mulher velha dessa inventando história. 

- Tingilda: "Resmungou alguma coisa que não ouvi direito e foi sentar."

- G: Né agravando a todos não, mas tem muito idoso que não se respeita (nessa hora não sei se ela ela estava falando dela ou dos outros). Pare de armar viu e se respeite. (nesse momento todxs já estavam ligadxs na conversa).

-T: "Continuou resmungando e conversando com quem tava ao seu lado."

-G: Mas veja só. Tinha um homem (esse da idade delas) na minha frente e essa daí queria que eu montasse nas contas dele. SE AINDA FOSSE NA CAMA SERIA ATÉ BOM. Mas aqui no ônibus não dá. Né não? (Falando com quem tava ao seu lado).

-T: "Ficou na dela, calada, de boa!"

-G: Tá com pressa passe por cima!!! Mas veja só!!!


Lamento muito pois tive que descer....mas logo vi que Tingilda também tinha descido e cantarolava com seu guarda-chuva (quebrado) e seguia o seu itinerário.





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# 68 - Hoje no buzu (07/07/2015): Já fazia um tempo que não prestava atenção para o saldo do cartão em que pago a passagem antecipadamente e ele desconta à medida que utilizo. Como a máquina estava virada, mais para o cobrador do que para xs passageirxs, cheguei mais próximo para ver se ainda tinha saldo e para evitar a desagradável surpresa de não poder mais utilizar o tal cartão. Pronto, o cobrador respondeu o "bom dia" e foi logo gritando com maior bocão que eu tinha apenas R$ 1,25. O mizeravel ainda fez gracinha: "Irmão, tá sem passagens viu, não vai dar para voltar." Eu baixei minha cabeça e fui procurar um cadeira bem distante dele para evitar um réplica ou que ele ainda comentasse mais alguma coisa comigo. Só lembrei dessa história às 21H quando estava indo para casa e tive que pagar a passagem "em dinheiro". Tem coisas que só acontecem comigo!!!

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#67 - Hoje no Buzu: (03/07/15): Pra variar, estávamos todxs lá expostos ao que o destino tinha nos reservado para aquela curta e emocionante viagem. Desta vez presenciamos uma aula de machismo e intolerância religiosa ministrada pelo Cobrador. Ressalto que ele falava naturalmente, coisas que para mim parecem absurdas. O cobrador que estava bastante atacado durante a viagem falava ao telefone celular com o auxilio de um fone de ouvido. A conversar dele com o 'amigo"era a seguinte: "Ele é o conselheiro amoroso e dava dicas para um amigo sobre casamento. afirmava que trair é um pecado e que as esposas (segundo ele viu!), fazem coisas que levam os homens para um outro caminho: a traição! Ele (o cobrador conselheiro que tem 18 anos de casado e diz prestar para esposa), afirmou que existem dois tipos de mulheres: as "de deus" e as "bonitonas". Afirmava também que é tudo armadilha do "inimigo" para desvirtuar ele e o tal amigo que parecem ter saído da mesma caverna. Ainda falaram sobre mulher que bate em homem, as que não querem ser submissas aos homens e casam sem saber lavar a própria calcinha. Chegou ao ponto de ilustrar a conversa com um caso de um amigo, aqui no Brasil, que casou virgem e "devolveu" a esposa ao sogro ainda nas núpcias. A conversa continuou pois ainda fora do buzu pude ver ele gesticulando e espalhando ideias do tempo das cavernas. Fico devendo o restante dos "absurdos" pois estava atrasado para meus compromissos diários.

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#66 - Hoje no Buzu (30/06/15): Alguns vão dizer que sou implicante, outros irão me rotular de chato. Mas acho que o transporte coletivo não é um lugar apropriado para tirar a pele do calcanhar. Tem que chamar um especialista em tirar 'ferrugem' da ferradura desse cidadão:




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# 65- Hoje no Buzu (18/06/2015) - Pensando em voltar com o "Hoje no Buzu": 
Até porque lixar a unha, pode! 
"Se" maquiagem, tá liberado! 
DJ do Buzu, a galera até aplaude! 
Falar idiotices no celular, todo mundo faz! 
Assistir vídeos do que não deve no 'zap', distrai um pouco!
E querem censurar meu espirro ?????
Algo inesperado e indomável ...mas a senhoria da cadeira á frente a minha não tava preocupada com nenhuma virose...Ela assustou-se imaginando que poderia estragar-lhe a escova que parecia ter esticado os pobres dos neurônios.
Desculpa...mas da próxima vez não vou mais "proteger" dentro da camisa rsrsrrsrs


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#64 - Hoje no Buzu (24/02/2015): O que irão fazer com o Largo do tamarineiro???


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#63 - Hoje no Buzu #70 (10/02/15): A realidade racista camuflada contada em roteiro: Cena 1 - eu lá no fundo do buzu pensando na vida e nos afazeres; Cena 2 - Sobe um cara com uma menina no colo; Cena 3: Diferente do que a maioria faz comigo, quando fingem que estão dormindo para não segurar livros ou mochilas que carrego, disponibilizo o local que estava sentado para que eles possam ter uma viagem tranquila; Cena 4 - o cara fica me olhando e com cara de quem ta me analisando como um raio x do setor de embarque do aeroporto. Acredito que ele pensa mil coisas sobre o que carrego naquela mochila e se ele deve ou não ser um pouco educado e menos racista e retribuir com uma educação similar à daquela pessoa que abriu mão do assento; Cena 5 - passam mil e uma coisas pela minha cabeça até o momento que ele resolve segurar a mochila e concluo: O racismo é cruel.


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#62 - Rotina do IAPI em dias de chuva. ...video de 12.12.14
Link: https://www.facebook.com/grbo26/videos/814585818601167/?l=6050211004697619122

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#61 - Hoje no Buzu (26/05/2014):
Sobre a Greve do Buzu
Primeiro - eu não acreditava numa greve agendada com tanta antecedência;
Segundo - ainda antecipam o início da greve por divergências com seu próprio sindicato.
Terceiro - Os Rodoviários demonstram sua força de forma equivocada. Por que prejudicar a populção que retornava para casa e não atingir os empresários ao não combrarem os R$ 2,80 da passagem ? Mais uma vez a corda arrebenta do lado mais fraco!

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#60 - Hoje no Buzu (11/06/2013): Uma cidadã faz a maior cara de idosa dopada com medicação para ser contemplada com uma rara vaga ńo fundo do buzu. Basta sentar que ela se empodera toda e começa a olhar para minha cara como se tivesse analisando: " esse crioulo tem drogas, armas e animais em extinção nessa mochila!". Eh o racismo nosso de cada dia! ‪#‎micro‬-ônibus.

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#59 - Hoje no Buzu (22/02/13) – Alguém ai já deve ter dormido no ônibus e passou do ponto de ônibus. Mas comigo foi diferente. Após o dia todo de aulas consegui pegar um buzu que tinha alguns lugares vazios e fui agraciado com um desses. Nada de novo: O mesmo roteiro de ônibus, o mesmo engarrafamento e desceria no mesmo ponto. Mas algo de novo aconteceu: eu dormi e acordei azoado. Aí para completar a cena: desci um ponto antes do meu. Acontece!

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#58 - Hoje no Buzu (07/02/13) – Tudo tem a sua primeira vez e eu optei em anotar pontos da conversa entre uma mulher e uma amiga ao telefone. O povo fala tudo no celular enquanto está no buzu. Acho isso impressionante. Então recorri ao caderninho e caneta, eu estava em jejum para fazer um exame e imaginei não conseguir registrar e reproduzir tantas informações em tão pouco tempo como as que seguem: 1- Segundo ela o marido sonhou com quatro cobras, que atravessavam uma estrada e uma delas morreu. Imediatamente ela falou que as três sobreviventes correspondam à filha, ex-mulher e mãe do cara; 2- essa filha do marido dela tem a língua solta, lembrei daquelas crianças de novela que sabem, contam e conversam sobre tudo. Ai começou a sessão intolerância religiosa pois ela disse que a menina falou que a mãe freqüentava macumba, bebia ovo cru e ofertava pratos de peixe com azeite para fazer mãos às outras pessoas. Eu tava ouvindo tudo atento e senti muita vontade de participar da conversa de uma forma mais ativa. Infelizmente o buzu chegou no meu ponto e tive que descer. Mas juro que queria ver o desenrolar dessa história. Pode isso Rita? Era o que a mulher falava ao final de cada fato que contava ao telefone.


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#57 - Hoje no Buzu (04/02/13) – Poxa. D.R (discutir relação) ao telefone enquanto estamos num engarrafamento foi uma péssima opção da passageira atrás da minha cadeira. Para seu azar eu estava lá para registrar todos os detalhes. Ela tava escaldando o cara véi. Dizia que ele ouvia muito as pessoas e que um relacionamento em que ‘terceiros’ opinavam não daria certo. Mandou ele crescer e tomar jeito de homem. Ela inda escaldou ele por ele questionar o fato dela não ter atendido o telefonema dele no dia anterior. Ela bradou: “meu emprego não é igual ao seu não, meu filho. Lá não podemos atender telefone na hora que a gente quer.” Eu achei que já tinha ouvido o bastante e fui ouvir umas musicas em meu celular. Um brinde para quem inventou o fone de ouvido. Num vou mentir, mas tava com vergonha alheia.


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#56 - Hoje no Buzu (02/02/13) – Quando uma pessoa excessivamente comunicativa senta próximo a você não adianta fingir que não esta notando a presença dela. Uma filha de deus tava afim de conversar e enquanto estava sozinha puxou conversa comigo no fundo do buzu. Ela contava muita vantagem, principalmente com um cara que sentou ao seu lado e resolveu dar-lhe atenção. Era na verdade um monólogo pois ela não deixava o cara abrir a boca. Falou sobre a faculdade (fazia RH e eu com vontade de mandar ela fazer comunicação), regime e preparação física e carnaval. A cada curva do buzu ela puxava um novo assuntos, discorria sobre o tema e concluía. E o cara lá parado parecendo um idiota. Eu e mais alguns passageiros só fazíamos rir. Ela desceu no mesmo ponto que eu e consegui despistá-la entre as inúmeras pessoas que atravessam as pistas do Iguatemi. Ufa! É cada doido viu!  


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#55 - Hoje no Buzu (28/01/13) – Quase que uma guerra religiosa teve início no Buzu. Primeiro quero falar de uma coisa já observo há muito tempo: os vendedores que apelam para passagens bíblicas para reforçar os argumento de marketing para venda de seus produtos. Seja para ajudar criancinhas, seja para contribuir com a ‘libertação’ de dependentes químicos ou simplesmente por criar uma identidade com o cliente ao chamá-lo de ‘irmão”. Esses vendedores abençoados fazem muito sucesso, principalmente entre as pessoas que fazem parte da mesma religião que eles. Mas dessa vez um vendedor se exaltou. Tô eu lá indo para São Tomé de Paripe e o cara começa a gritar que para encontrar deus não precisa de igreja, chegando a dar três tapas na cadeira enfrente à que a mulher estava. Aparentemente, ela e a passageira que estava ao seu lado também eram evangélicas. Não percebi se ela comentou algo para a amiga e isso fez com que o ‘irmão’ se exaltasse. Calma meu povo, Jesus tem um plano em sua vida? 


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#54 - Hoje no Buzu (17/01/13) – Volta para Salvador, parada em Amélia Rodrigues. Dormia e acordava, acordava e dormia e nada de chegar. Tinha um cara que começou a roncar antes do buzu saiu (esse era 1000 vezes pior do que eu, pensei). Ele não desceu na maioria das paradas. Alias ele nem acordava. Não tinha ninguém ao meu lado. Um bebe chorou bastante lá na frente na ala dos bacanas (parte das poltronas leito) que mais pareciam cama Box. Quando desci num dos pontos de Amélia fiquei pensando “comigo mesmo”: Por que será que roupa suja pesa tanto. Não cheguei à conclusão alguma.


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#53 - Hoje no Buzu (16/01/13): saíndo de Teixeira de Freitas – Ba para enfrentar as 14 horas até Amélia Rodrigues-Ba. Ainda no ponto à espera de um ônibus coletivo me deparo numa conversa com duas mulheres. Advinha o papo: “Buzu né, pra varias. Elas reclamavam bastante que uma cidade como aquela tinha uma única empresa que monopoliza o transporte urbano. Então pensei: “vou escrever sobre isso”. Promessa cumprida.


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#52 - Hoje no Buzu (16/01/13) – Após viajar doze horas para participar de uma reunião em Porto Seguro e ficar por lá apenas cinco horas (quero ir lá novamente), me mando para Teixeira de Freitas. Mais cinco horas de viagem. Apesar do cansaço não consigo pregar o olho pois nunca tinha visto tantas curvas. Não vou mente que senti medo. Além das curvas perigosas a cada minuto passava um carreta ao lado. Eu que estava na primeira cadeira assistia pelo vidro como um telespectador de filme de terror. No final deu tudo certo, graças a deus e aos dois motoristas. Frio nanado barriga.

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#51 - Hoje no Buzu (15/01/13) – Viagem à trabalho para Porto Seguro-Ba. Saímos às 20 horas de Salvador para enfrentar as doze horas de viagem. Eu falei 12, meia dúzia, metade de um dia. Sorte ou azar era uma mulher que estaria ao meu lado. Começamos a viagem assistindo um filme, outras pessoas já foram logo dormir. Mulher com cabelo cheirando estranho tava tirando maior onda ao meu lado. Até que em uma da várias pausas do buzu nas rodoviárias do interior ela resolve mudar de lugar. Mas já viu? Num posso nem roncar em paz. Que tal criar uma gabine acústica para as pessoas que roncam. Fica a dica !

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#50 - Hoje no Buzu (14 e 15/01/13) – Chegamos à edição de número CINQUENTA. Dois flagrantes registrados na câmera do meu celular. O primeiro deles, um charmoso cachorro que voltava de uma consulta com seu veterinário. Eu acho até que é proibido animais no Buzu, mas deixa quieto. O Segundo foi um cidadão adeptos aos esportes radicais que levianamente arriscava seu braço pelo simples prazer e vício de fumar um cigarro. O destemido desfilou por toda a J.J. SEABRA, aquela dos dois Leões e 7 Portas com o braço pendurado na janela do carro distraído falando ao celular. Cada um com suas manias.

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#49 - Hoje no Buzu (12/01/13) – Os psicólogos que perdoem, mas todo taxista tem um pouco de psicólogo. Isso porque eu também já num gosto de uma história e para quebrar o silêncio comentei com um taxista: “com é estranho sair sozinho, né não?”. Pronto, foi o suficiente para que ele começar a contar histórias.  Durante a “corrida”, ele me deu altos (autos) conselhos de como era bom, saudável, sadio e magnífico sair sozinho. Concordei, mas concluímos que no inicio é muito estranho, “depois acostuma rapaz, vc vai ver” (disse ele). Ele chegou ate a dizer que melhorou de vida (financeiramente) depois que “deu um tempo” nas amizades. Chegou o meu destino e a conversa não teve fim. Papo de buzu e de taxista é assim, você sabe como começa, mas nunca como e nem quando terminam...


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#48 - Hoje no Buzu (11/01/13 - volta) – Numa ensolarada tarde de sexta-feira, em pleno mês de janeiro do verão soteropolitano não via hora de terminar um trabalho um pouco chato, por ser muito repetitivo eu já tava cansado. Como estava achando que seria o ultimo dia dessa árdua missão, comprei um pitu cola em lata e prometi colocar no congelador quando faltassem 30 minutinhos pra terminar. Assim que terminei, retirei-o bastante gelado e coloquei na mochila para beber assim que chegasse no ponto de ônibus. Mas antes do terceiro gole, o buzu chegou e subi, queria logo chegar em casa. Mas sabe aquela vontade de encontrar os amigos e beber no final de tarde da sexta-feira? Eu não sofro desse mal, graças a deus. Ainda na vasco da gama olho com bastante inveja uma galera, cinco ou seis pessoas, numa borracharia, com som alto todos no buzu riem do refrão que eles estão dançando: “


... Ai que me bate a revolta,

De volta no posto, pra minha putaria

Bota o pagodão irmão que eu amo mesmo a putaria.


Eu já volto pra putaria

Volto mesmo pra putaria

Eu já volto pra putaria

Volto sim pra putaria
Chame os parceiros pra putaria
Volto sim pra putaria
Eu já volto pra putaria
Volto mesmo pra putaria
Uma filha de deus olhando pra minha latinha, pensei que ela ia pedir um gole e bebi logo pra não correr o risco. Sei lá! Mas eu queria tá no meio daquela galera ali viu.


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#47 - Hoje no Buzu (11/01/13 – ida parte 2) – Sabe aquela situação de vergonha alheia? Eu fico impressionado com a cara que as pessoas fazem pra entrar pela frente. As vezes dá vontade de premiar com o Oscar. Isso por que tem uma idade mínima para gratuidade e essas pessoas não tem vergonha de tentar parecer uma idade que, com toda certeza, não tem. Só não vá chamá-los de tio e tia que ficam bravos. Uma senhora com cara de 45 anos entregou a carteira de identidade ao motorista após entrar pela porta da frente (gratuidade).

Olá só o diálogo:

-Ela: Bom dia
-Ele: Deixa ver sua carteira?!?!
-Ela: Tá incompleta viu. (referindo-se à idade mínima).
-Ele: incompleta nada, tá muito longe ainda.

Aí ele entorta a cara, devolve a carteira de identidade dela e ela vai sentar nas cadeiras destinadas aos idosos e gestantes.

Eu tive que descer pra tentar pegar o buzu da frente, conforme contei no caso anterior (#46) e não vi o desenrolar dessa história.


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#46 - Hoje no Buzu (11/01/13 – ida parte 1) – Ô gente, lá vou eu de novo pro Engenho Velho da Federação. Já que não estava muito afim de subir uma das ladeirinhas da Av. Vasco da Gama, pego um ônibus ate a Liberdade. Lá percebo que o Conj. Pirajá 1 (aquele que falei outro dia – caso #45) estava passando e eu o perdi simplesmente por que tava lendo as mensagens que chegaram no celular. Corro, peço ao motoqueiro para aliviar meu lado e atravesso a pista um pouco mais rápido que o normal. Não deu nada certo! Ai pego o ônibus de traz para ver se dá para alcançar o que havia perdido. O cobrador me olha com olhar constrangedor e resolvo pagar. Desço dois pontos depois e saiu correndo, corro bastante e não consigo pegar o Buzu. Pior que isso, na minha frente uma fila de quase quinze pessoas que esperavam o amarelinho que substitui o trajeto do Plano Inclinado da Liberdade (quebrado há um tempão) observam meu sofrimento. Finjo que não aconteceu nada e procuro uma sombra. Tive que esperar mais uns 25 a 30 minutos ate o próximo Buzu passar, enquanto isso me distraia ao som de Thiaguinho que era tocado pelo vendedor de Cd pirata. Ousadia e alegria!


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#45 - Hoje no Buzu (10/01/13) - Parte 2: Uma história um pouco longa, tão longa quanto o trajeto desse buzu. Pra minha felicidade eu só participei de metade do trajeto, que já é o bastante pra passear por metade da cidade. Trata-se do buzu que sai do Conjunto Pirajá com destino ao Engenho Velho da Federação. Consegui um lugar no fundo do buzu, um dos poucos que ainda restavam. Já no centro da cidade sou abordado por uma jovem com “cara de desequilibrada” que diz estar passando mal; “moço, deixa eu sentar por favor que eu to passando mal”. Alias cara só não, corpo todo!!!! Como eu não sou de contrariar maluco passei o meu lugar e fico em pé. Mas destemido como raramente sou, pergunto por que ela escolheu justamente o lugar que eu estava, ela prontamente responde que eu era o mais jovem dali e que ela sempre dava lugar aos mais velhos. Passa um tempinho e algumas pessoas descem do Buzu no centro da cidadde. Um coroa tirado a esperto sai do lado dela e vai pra outro lugar e me oferece para que eu ocupe a cadeira ao lado dela. Ai uma sequencia de fatos: uma outra mulher oferece biscoito pra ela, achando que ela ta passando mal por que tá com fome; ela começa a gritar as matérias de capa de um jornal de um cara que ta em pé lendo; e, finge chorar ao dizer que estava cheia de problemas. Ela desce no ponto da entrada de São Lázaro e segue rumo à faculdade, segundo ela iria pra aula. É cada uma que me acontece!


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#44 -  Hoje no Buzu (10/01/13) - Parte 1: saio de casa azoado e começo a procurar o cartão de meia passagem do ônibus. Revirei toda a mochila nos dois minutos que esperava o Buzu. É sempre assim, basta não querer que o ônibus chegue para que ele apareça. Subo no buzu e continuo procurando o cartão, mas não encontro. O cobrador começa a olhar pra minha cara achando que vou trazeirar. Resolvo então pagar (com dinheiro). Assim que pago a passagem não é que o bendito cartão aparece. Tava no meu bolso. Só rindo. #saolonguinho


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#43 - Hoje no Buzu (03/01/13): Durante uma viagem, um acidente provocado por um Buzu me leva a pensar: Por que os motoristas e cobradores do transporte coletivo (onibus) de Salvador não usam o cinto de segurança? Não tenho a resposta! No Rio Grande do Sul alguém pensou da mesma forma que eu: http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/05/por-que-os-motoristas-de-onibus-nao-usam-cinto-de-seguranca-2892504.html


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#42 - Hoje no Buzu (03/01/13): Já diziam os mais antigos: “Brasileiro só fecha a porta depois de roubado”. Todo mundo tava vendo q aquele poste na baixa de quintas que surgiu em meio às mudanças no trajeto embaixo do viaduto de uma via exclusiva que ligara o porto à BR estava muito estranho. Mais de 2 meses e não resolveram. Mas tem que dar merda primeiro. Felizmente foi as 5 da manha. Saldo de um ferido no HGE – Hospital Geral do Estado. E como dizem que esse ferido era morador de rua a história parece que ficará barato. Ainda culpam o motorista de estar acima da velocidade. Entre culpados e feridos, todos se salvaram. No mesmo dia do acidente retiraram o poste. Materia: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/01/acidente-deixa-parte-da-baixa-de-quintas-sem-energia-diz-coelba.html


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#41 - Hoje no Buzu (02/01/13): Pra começar o ano com pé direito, 05 horas de fila em pleno sol do verão baiano para voltar pra casa após 05 dias na Ilha. Pra não sofrer, já utilizo a estratégia de incorporar esse sofrimento nas filas de lanchas e ferryboat ao passeio. Só mais uma coisa: a bagunça era organizada pelos seguranças e algumas pessoas que vendiam lugar na fila. Nós víamos varias lanchas saindo e nosso lugar na fila permanecia o mesmo. Passei meu protetor solar e tratei de fazer amizades para ver se o tempo passava mais rápido. A gente sofre, mas se diverte.


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#40 -  Hoje no Buzu (19/12/12): Eu no Buzu tirando a maior onda com celular que tem acesso às redes sociais posto uma foto daquele cidadão que sempre está no Largo do Tamarineiro (que não tem mais pé de “tamarino” e sim de manga). Segue o comentário: “Hj no Buzu: Ta atacado hj. Nem ta tomando seu tradicional banho matinal no lgo do tamarineiro. Basquete deve ser bom para relaxar.” Dois comentários: Erasmo Cachoeira Esse cara é uma figura! PretOo SantOs porra vei foi mesmo eu vi ele tava muito doido parecendo oscar.


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#39 - Hoje no Buzu (18/12/12): Mais narradores de buzu. São aquelas pessoas que vão noticiando tudo que acontece na rua. De acordo com a velocidade em que tivermos sendo transportados, sentem a necessidade de falar rápido como um locutor de partida de futebol. Mas sabe que esse casal de narradores falavam coisas úteis, entre tantas coisas que noticiaram. Eles trouxeram reivindicações interessantes: “Um buzu caro, sujo, com ruas cheias de buracos e bancos desconfortáveis, sem ar condicionado...” Eu apoiei a pauta! Vamos à luta por um transporte coletivo de melhor qualidade!


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#38 - Hoje no Buzu (16/12/12): Um breve passeio na minha praia preferida: Mar Grande! Logo cedo pego a lancha para um viagem de cerca de 45 minutos. Que massa, agora tem TV nas lanchas. No momento era transmitida a final do Corinthians e todos concentrados na partida que já estava nos minutos finais. O time adversário fez um gol, um bebê começou a chorar. Calma guri, o gol foi anulado. Eu fiquei quieto só observando. Na volta, uma outra lancha, também com TV. Dessa vez eu estava prestando atenção ao anúncio de quem seria a vencedora do The Voice Brasil. Quando o apresentador anunciou: Elen Oléria, só eu gritei e todos ao redor me olharam. Eu num tava nem ai!


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#37 - Hoje no Buzu (15/12/12): Pense numa pessoa que não sabe nada sobre carros. Pensou? Pronto, essa pessoa sabe mais do que eu (risos). Tô indo pra minha aula, pra variar atrasado, o taxista chega pra mim, todo sério e diz: “broder, eu preciso de um conselho.” Vixe, tomei maior susto, mas fiquei calado esperando ele completar o raciocínio e já tava pra lá de curioso pra saber do que se tratava. Em um segundo pensei milhões de coisas.....menos que ele me perguntaria qual carro ele compraria pois tava querendo mudar o carro do taxi, coisa e tal. Na verdade ele já sabia o carro que queria comprar. Eu só fazia concordar com o que ele falava. Segundo ele é esse ai da imagem, que dá pra carregar uma geladeira ou fogão de 06 bocas. Só rindo viu!


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#36 - Hoje no Buzu (10/12/12): Chego em casa e encontro o seguinte comentário no facebook: Hoje no Buzu: George Oliveira, quase me matou de susto..!!hauahuah” Agora veja se eu tenho culpa em falar o nome de uma pessoa que sentou na cadeira enfrente à minha e não me enxergou. Também tinha um cara chatão conversando comigo. Falando de/sobre um outro mais chato ainda! Eu queria despistar ele e puxar conversa com alguém. Esse cara fazia as perguntas e ele mesmo respondia. Num tenho paciência com gente assim não!


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#35 - Hoje no Buzu (08/12/12): Festa da Conceição da Praia, fui no Pelourinho resolver umas coisas – Quando retornava pra casa, enquanto esperava o Buzu enfrente ao Shopping Baixa dos Sapateiros, constatei a presença de três personagens marcantes que dialogavam: (1) o vendedor de cafezinho que também vendia CDs e tocava umas empolgantes músicas de arrocha, que ele mesmo se balançava. (2) o vendedor de amendoim com sua colher pontiaguda olhava a todos por baixo do óculos e também reciclava latinhas (3) um descalço, que dizia ter uma boa aposentadoria, mas achou uma grava na rua e tratou logo de usar. Os três conversavam até que o vendedor de cafezinho foi embora, o da gravata subiu num buzu com o bolso cheio de amendoim e o do amendoim ficou por lá mesmo!


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#34 -  Hoje no Buzu (06/12/12): Eu todo empolgado no Corredor da Vitória subo em um (nium -  como falamos) buzu .... Pra variar, tava fazendo reunião pelo celular. Parei um pouco pra falar com uma amiga da época de faculdade. Pior que fiquei meio sem graça, ela não deu a maior atenção. Ainda fiz uma brincadeira quando ela desceu, ao prometer colocar essa situação no facebook. Ela mal sorriu e seguiu seu caminho. Acho que ela não tava muito afim de conversa, deveria ta acordando ainda! Vá entender as pessoas.


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#33 - Hoje no Buzu (05/12/12): Essa é para quem já teve o desprazer de chegar na parte de baixo do “Plano Inclinado Pilar” e encontrar a famosa placa: MANUTENÇÃO. Não tem jeito, a solução é fazer um maior arrodeio pelas Ladeiras do Taboão e do Passo. Como diz o povo: “pernas pra que te quero!”. Para quem não sabe, a cidade de Salvador é dividida em duas parte: alta e baixa. Por esse motivo, temos os elevadores e planos inclinados. O elevador mais famoso e único que funciona (as vezes precariamente) é o Lacerda. Mas temos 03 planos inclinados que prestam o mesmo tipo de serviço. Tem um deles que chama-se Plano Pilar, mas poderia se chamar: “Ô glória, ta funcionando!” Quem já desceu no comercio e teve que passar raiva com esse plano fechado sabe do que to falando.


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#32 -  Hoje no Buzu (05/12/12): Como tem gente chata nesse mundo. E as pessoas que têm conversa “repetitiva” são as piores. Tô eu lá de boa no buzu e um cara começa a falar ao celular. Pense numa conversa chata e repetitiva. Esse cara trabalha num desses laboratórios (que fabricam óculos). Ao telefone ele tentava convencer (vencer pela chatice e cansaço) alguém ao dizer sucessivas vezes que: “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... “é mais fácil o oftalmologista errar do que o laboratório, lá ele tem mais de 20 anos no ramo”.... Chatão! Chatão! Chatão! Chatão! Isso ai posso repetir à vontade. Chatão! Chatão! Chatão! Chatão!


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#31 - Hoje no Buzu (04/12/12): A festa de Santa Bárbara comendo no centro e eu tive que ir resolver um probleminha num local de difícil acesso. Resolvi ir de taxi pra poder adiantar “meu lado”. Eta que os taxistas tão dando trabalho.  O papo era pra ser sobre buzu, mas eles tão mandando ver. Dessa vez me apareceu um cara dengoso. Acho que o carro dele era novo e ele foi o caminho todo reclamando dos buracos e quebra-molas da cidade.  Ainda tive que atacar de co-piloto, pois ele sempre me pedia pra olhar se dava pra ele passar nos lugares sem arranhar a lateral de seu lindo carrinho. Ele nunca acreditava no que eu dizia. Agora veja se eu posso!!!


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#30 - Hoje no Buzu (02/12/12): Mais uma de taxista: Saiu eu do dia do Samba e evito aquele ponto de taxi enfrente ao Elevador Lacerda, na Praça Municipal. Isso porque não queria me estressar com mau humor de quem ficou um tempo na fila e não foi agraciado com uma corrida para o aeroporto (O sonho de todo taxista!!!!!). Para meu azar paro um taxi e o cidadão vai logo perguntando: “Pra onde você vai?” Respondo o destino e fico na minha enquanto ele inicia o trajeto. Logo em seguida ele começa a indagar se é na rua principal do bairro, eu já injuriado, respondo que SIM!. Ele não se contenta e pergunta de novo e respondo: “Eu já lhe responde essa pergunta!” Ele liga um GPS lá com monte de linhas azuis, mas logo chega o meus destino. Pago, pego troco de cédulas e enquanto ele cata umas moedas, abro a porta e saiu sem dizer nada a ele! Mas que me deu vontade de perguntar onde ele mora e mandá-lo “praquele” lugar não esconde de ninguém! #taxixero!


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#29 - Hoje no Buzu (01/12/12): O povo agora tá com a mania de tudo que acontecer no buzu dizer que lembrou de mim. Tô eu lá, alegre e sorridente, numa ensolarada manhã de sábado indo pra minha aula. Ai uma “conhecida” senta ao meu lado e começa a dizer que tá indo à praia. Que isso, que aquilo outro e chama minha atenção para que eu não coloque nada disso no facebook. Na despedida ela msotra a sacola de praia cheia de smirnoff-ice gelada! Ai e pra matar papai né!


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#28 - Hoje no Buzu (28/11/12): Rapaz, a cobradora tava afim de onda. Eu peguei um Buzu que tinha como destino o aeroporto, mas eu iria ficar apenas 05 minutos, uns três ou quatro pontos de ônibus e desceria. Subiu um cara na minha frente bebendo água mineral numa garrafa. Aì a cobradora falou com ele que precisa de uma garrafa daquela, coisa e tal. Eu, que num sou nada gaiato, me meti na conversa e o cara foi sentar na frente. Caí na besteira de escolher uma cadeira perto da “borboleta”. Ela dizia estar de regime e que um milagroso chá e shake foram responsáveis pelo seu rápido emagrecimento. E foi logo contando tudo: parou de comer pão, carne, fritura refrigerante....me passou sua dieta completa. De repente ela desce de sua cadeirinha para mostrar o quanto a calça estava folgada. Segundo relatou: “parece que eu era dona de uma borracharia, agora não ópraqui como tou!” Disse ela pegando na cintura. Já fui...desci no corredor da Vitória e desejei boa sorte pra quem seguiria até o aeroporto!


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#27 - Hoje no Buzu (27/11/12): Os passageiros do fundo do buzu foram expostos à uma “fofocagem” sem fim. Uma dupla de colegas de trabalho (casal) com farda de clinicas e/ou laboratórios de diagnósticos expuseram a todos suas rotinas, dilemas e péssimas condições de trabalho. Falavam com muita raiva de tal supervisora que fiquei com pena da coitada. Tive a impressão que somente eles dois eram perfeitos, éticos e justos. Eles não tratavam nenhum paciente mal, não falavam de ninguém e se davam bem com todos os colegas. Várias vezes durante a conversa a mulher atendia o celular e o cara retomava a conversa quando ela desligava. Desci do Buzu e eles deram continuidade à interminável conversa.....


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#26 - Hoje no Buzu (23/11/12): Um senhora sentada ao meu lado no fundo do buzu não ficava quieta. Mais parecia a Narradora dos acontecimentos que presenciávamos pela janela do Buzu.  Estava toda lindona parecendo um repolho roxo (risos). Quando passamos pelo Largo do Tamarineiro ela se espantou com uma cena que presenciamos quase todos os dias por volta das 8H da manhã: um cara tomando banho com água de um balde do lado do ex-módulo policial do Tamarineiro. Ai ela foi a viagem toda comentando tudo, parecia que a janela era uma televisão e que só ela tava vendo as coisas. Por último o cara que tava trazeirando pediu para alguém que estava no ponto fingir que iria subir. Quando motorista abriu a porta traseira ele desceu e ela ainda me perguntou: vc viu?, vc viu?...   


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#25 - Hoje no Buzu (14/11/12): Tão traumatizado que nem consigo lembrar toda a história. Retornando de uma reunião, pegamos um taxi só pra não ter que subir a Ladeira de Pedra (a pé). Essa ladeira fica entre o Retiro e o IAPI. Num sou muito fã de moto, imagina de moto-taxi. Nós ficaríamos menos de cinco minutos dentro do taxi. Mas parece que foi uma eternidade. Era aniversário do taxista que imediatamente fez um telefonema e começou a xingar um mulher do “radio taxi”: “cavala, cavala, cavala”. Berrava ele ao telefone onde conversava sobre os maus tratos ofertados pela vilã da historia. Ele mandava recado por uma outra pessoa, e falava alto, gesticulava e parecia estar bastante nervoso com uma situação em que foi humilhado por uma das atendentes da radio-taxi. Fiquei um pouco apreensivo, ainda mais que a pessoa que estava comigo desceu assim que subimos a ladeira. Não sei de onde tirei coragem pra conversar com o cara, dizendo que era aniversário dele e que ele não permitisse que ninguém estragasse o dia, de festa coisa e tal, caixa de fósforo. Pedi desculpas pois faltou R$ 0,35 e me mandei !!!

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#24 - Hoje no Buzu (14/11/12): Final de tarde, eu e uma colega de trabalho esperávamos a “sinaleira fechar” para atravessar a “pista” no Retiro quando ouço a seguinte pergunta: “Ei, ei...Que horas você saiu do final de linha? Foi entre 13:30 e 14 horas? Então foi você quem eu dei 20 reais e esqueci de pegar o troco”. Não deu pra perceber o que o cobrador falava, mas pela cara da criaturinha quando retornou para o ponto de ônibus deu pra perceber que a investida não foi bem sucedida. “Não aceitamos reclamações posteriores”

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##23 -  Hoje no Buzu (13/11/12) volta: Taxista cantor é pra matar qualquer pessoa de raiva. E ele insistia que uma banda era muito boa. Eu, por educação, concordei na hora. Aí ele se empolgou: ó paí que banda rapaz, muito boa, isso que é musica.....olha percussão. Eu querendo aproveitar a “corrida” pra fazer alguns telefonemas tive que apreciar a tal banda “maravilhosa” e a voz de seu fã número 1. Ai meu São Jorge.


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#22 - Hoje no Buzu (13/11/12) ida: Sempre reclamo de quem fica fazendo reunião no celular enquanto está dentro do ônibus. Mas dessa vez o maleducado fui eu. Isso por que uma certa pessoa me liga enquanto ainda estou no ponto de ônibus. Avisei imediatamente que só poderia falar se fosse muito rápido. Resumo da história: Fiz uma reuniãozinha de 30 minutos ao telefone. ‘Desculpaê’, galera que tava no buzu! Mas a conversa rendeu...


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##21 - Hoje no Buzu (08/11/12): Você reclama do passageiro que é “dj do Buzu”. Outro dia falei até aqui de um cobrador que também sonhava em ser dj. Mas agora é a vez do motorista. Pra variar tava ouvindo Pablo (arrocha). Com suas luvas rubro-negras, ele proporcionou uma agradável viagem com músicas, dançinhas e um sorriso de galanteador. De vez enquando ele ainda atendia o celular, num daqueles fones que ficam pendurados na orelha. É isso ai meu povo. O lema é: “A gente ganha pouco mas se diverte”.


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#20 -  Hoje no Buzu (09/11/12): Essa não vai ter graça nenhuma. Isso todo mundo faz: atender o celular no ônibus e mentir dizendo que tá num outro lugar. Os que mentem menos dizem: “eu to chegando em tal bairro, assim, assim”. Eu não acredito em quem tem celular!


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#19 - Hoje no Buzu (08/11/12): Essa aqui eu tava querendo contar: Tô lá fazendo minha velha palavra cruzada. Parecia ser uma viagem tranqüila até o Centro Histórico. Mas não, não mesmo! Ainda bem, pois assim tenho motivação para escrever. A porta abriu no bairro da Liberdade. Parecia que não passava um Barroquinha há séculos. Uns cinco caras foram os primeiros a subir. Com ar irônico diziam um para o outro: “Quer carinho? Pegue um taxi!” Parei para pensar no que estavam falando. Eu estava no fundo do buzu e todos foram pra lá. Nem deu tempo terminar o raciocínio! Eles começaram a jogar “21” apostado, um tipo de jogo de cartas. Aquele engarrafamento da Lapinha nunca foi tão longo. Tentei ouvir uma rádio de noticias, mas eles gritavam e xingavam num volume bastante elevado. As três principais hashtag deles eram: #desgraça #deixaobode #macaco (o apelido de um deles). Há sim, esse cara ai era onde todos “casavam” a aposta, uma espécie de caixa! Desci no meu destino e eles ainda estavam empolgados no jogo.



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#18 - Hoje no Buzu (07/11/12): (volta): “Meu Deus, pra que tanta chuva em tão pouco tempo. Deixa ao menos eu chegar em casa.” Pensava eu enquanto dividia um guarda-chuva com um broder e caminhava até o ponto de ônibus. Tava engarrafado, eu fiquei em pé. Meu telefone toca e enquanto converso ouço uma batida. Nessas horas a gente só pensa o pior, né não? Imaginei logo que o motorista bateu em um dos carros estacionados na rua. Aí comentei ao telefone: “Xi rapaz, não vou cegar tão cedo! O buzú acabou de bater aqui”. Algumas pessoas olharam pra minha cara, mas o idota nem tinha percebido que a batida foi alguém querendo chamar a atenção do motorista para que abrisse a porta traseira fora do ponto: “bá, bá, bá...”



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#17 - Hoje no Buzu (07/11/12): (ida) “Bom dia”. Disse uma mulher que sentou ao meu lado. Fiquei surpreso pois não é muito comum isso acontecer. Pensei algumas coisas na hora, mas é melhor deixa pra lá. Não quero ser injusto com ninguém. Meu raciocínio foi interrompido por uma outra mulher que conversava com a amiga ao telefone. Dei muita risada quando ela saltou a pérola: “Menina, você tá viciada em colocar empresa no pau né!”. Onde tem “no pau” lê-se: “na justiça do trabalho”. Tem cada mania estranha. E vamos simbora!



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#16 - Hoje no Buzu (01/11/12): Uma mulher dirigindo ônibus em Salvador é uma raridade. Acho que apenas uma ou duas empresas da capital baiana admites mulheres nesse cargo. Não sei se chegam à um total de dez mulheres na condução desse importante transporte coletivo. O mais legal é só perceber que uma mulher conduziu o ônibus quando você esta descendo em seu destino. Assim percebemos que no volante não faz diferença alguma ser homem ou mulher e que não vale de nada tanto preconceito.


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#15 - Hoje no Buzu (31/10/12): Dizem os mais velhos: “A curiosidade matou o gato”. E parece que a pessoa que sentou ao meu lado não tava nem ai para a sabedoria popular. Ela conversava com uma amiga sentada na cadeira atrás da nossa, quando eu tiro da mochila uma palavra cruzada. Eu queria “distrair” as idéias e esquecer o engarrafamento. Mas num é que ela não tirava os olhos da minha palavra cruzada, eu fingia que não via. Até que ela não resistiu e disse: “Tô aqui olhando como você faz isso rapidinho, eu nem sei como começa isso ai.” E disse mais, duvidando da minha inteligência: “Aí tem resposta/gabarito? Você não olha não?” Eu dei risada e fingi que não tava entendendo! Voltei para minhas palavras cruzadas. Ô povo gaiato!


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#14 - Hoje no Buzu (27/10/12): Lembrei do caso do dia anterior em que falei sobre o incontrolável espirro (#13). O motivo disso foi uma pessoa que passou toda viagem lixando a unha. Aí pode né, não estraga a escova alheia!!! Isso mesmo, ela lixava suas unhas e distribuiu bactérias na atmosfera do transporte coletivo. A poluidora ainda parecia se divertir. Não é só espirro que transmite doenças, as unhas também tem seu papel nessa história. Espirro não da pra controlar, mas lixar as unhas sim!


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#13 - Hoje no Buzu (26/10/12): Tem coisas que são incontroláveis. O espirro é uma delas. Um simples espirro pode transmitir doenças, disso todo mundo sabe. Mas temer um espirro pra não desmanchar a escova do cabelo já é demais. Foi essa impressão que tive com uma pessoa que sentou na cadeira enfrente à minha. E olha que eu estava espirrando “dentro” da minha camisa. Mas ela não queria arriscar seu lindo cabelinho. Tenho certeza que se ela tivesse uma sombrinha teria aberto. Educação é sempre bom, mas não posso mandar no meu espirro.


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#12 - Hoje no Buzu (23/10/12): Pense numa pessoa hiperativa! Agora multiplique por dez. Pronto! Você conseguiu chegar perto de como era esse motorista. Além de dirigir, desviar as vistas do sol e o buzu da buraqueira, abrir e fechar duas portas, conferir se os velhos que entram pela frente realmente são velhos e tantas outras coisas, ele ainda desenvolvia uma serie de atividades. Vamos aos personagens que estavam na frente do ônibus e que ele dialogava a todo momento: Uma senhora falando de Jesus e citações bíblicas. Aí o motorista começou a pertubar ela e dizer que ela ia era pro centro espírita. Num é que a mulher largou o doce e disse que ia para igreja só de “baratino” mesmo. Segundo ela, ela aprendia a amar era no espiritismo. A mulher desceu e o motorista continuou contando a vida dessa mulher e interagindo com os demais passageiros...


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#11 -  Hoje no Buzu (19/10/12): Voltando aos buzus da minha querida cidade Salvador tive como “DJ do Buzu” um cobrador muito gente boa. As vezes eles não gostam muito de dar informação (dizem não ser sua obrigação), ficam irritados ao passar troco como cédulas maiores que dez vezes o valor da passagem (existe até uma lei que os protege disso), as vezes estão até cochilando durante a viagem. Nem pense em falar com ele antes de dar dar um bom, dia/tarde/noite. Esse que to falando resolveu compartilhar (forçozamente) o som de seu celular. Então, por livre e espontânea pressão ouvimos o Cd de Pablo todinho: “Corre e diz pra ela que a casa tá vazia, que as flores....”. Valeu Cobra!!!!


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#10 - Hoje no Buzu (16/10/12): Não sei se todxs sabem, mas o Rio de Janeiro tem dois aeroportos. Fui olhar na internet sobre a distancia entre eles e fiquei sabendo que é de um pouco mais de vinte quilômetros.  Após passar a madrugada no aeroporto do Galeão, voltando de um breve passeio na cidade maravilhosa, presenciei uma conversa entre três pessoas de meia idade que estavam sentadas ao meu lado na sala de espera. Eu fazia minhas palavras cruzadas e folheava um livro que tinha acabado de comprar.  Evito dormir em locais públicos para não passar vexame (ronco e/ou boca aberta). Nesse caso ainda era pior, tava sozinho e corria o risco de perder o voo. Só que um jovem rapaz não resistiu ou não liga pra os que os outros falam/pensam. Ele tirou um cochilo e ouvi uma das três pessoas mostrando para outras duas: “Daqui dá pra ver o outro aeroporto!” Eu tava sem entender, pensei que era alguma foto ou imagem no telão. Nada disso o cara tava zoando do cidadão que dormiu e estava com a boca arreganhada.

#09 - Hoje no Buzu (12/10/12): Pra não parece que sou pobre e só ando de Buzu tenho uma pra contar de Aeroporto. Numa viagem ao Rio de Janeiro pude presenciar uma cena engraçada. Por mais que a cidadã que protagonizou a cena seja marinheira de primeira viagem. Ao passar pela “porta” com detector de metais, ela foi advertida para que retirasse sua sandália que tinha fivelas de metal. Entregaram a ela uma proteção para os pés, uma espécie de meias descartáveis. Pasmem: ela colocou a proteção sem tirar a sandália e ficou revoltada dizendo que iria ficar nua, que era absurdo aquilo ali e coisa e tal. Eu ri e saí contando para as pessoas que estavam comigo e não viram a seqüência de cenas.


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#08 - Hoje no Buzu (05/10/12 volta): Vivemos tempos muito doidos em que as pessoas correm, correm e correm. Parece que nosso dia deveria ter 48 e não 24H. Aí as pessoas começam a pirar e pensar que estar num buzu, mesmo em movimento, é perca de tempo.  E fazem desse meio de transporte um “escritório coletivo itinerante”: reunião de trabalho, de estudo, D.R, resenha esportiva, marcam consulta e por ai vai. Mas desbloquear cartão de crédito (com toda aquela agilidade do nosso telemarketing) como vi hoje foi demais. Tem coisas que são sigilosas. Ainda fiquei imaginado que o cara não é nada discreto, mais ainda por ele ser um carteiro! 


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#07 - Hoje no Buzu (05/10/12 ida): Impressionante como algumas pessoas gostam de ler e acho a leitura muito  importante. Só não entendo porque essas pessoas não carregam um livro, revista, (até bula de remédio serve) para ler no buzu. Mas basta você tirar algo seu pra ler e logo elas metem a cara pra ficar bisbilhotando. Leitura é importante, curiosidade até certo ponto também, mas dispenso a falta de educação.


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#06 - Hoje no Buzu (19/09/12): Encontrei um jovem negro de mais ou menos 17 anos pedindo ajuda para fazer uma “guia” de doces e chocolates para vender e ter uma grana. Fiquei pensando a trajetória de vida dele que conheço a cerca de dez anos. Pai guardador de carros e alcoólatra, irmão mais novo e madrasta usuários de crack e abandonou os estudos na quarta ou quinta série. Sempre o encontro fazendo uma “correria”, seja vendendo balas ou outras tantas atividades. A nossa conversa foi rápida. Deu tempo para saber que está brigado com o pai (xingamentos não faltaram). Não sei até quando terei oportunidade de encontrá-lo daquela forma: querendo trabalhar e vencer na vida. Eu que sempre quis ajudá-lo na hora não fiz nada. Pensei tanto e não fiz nada! Odeio quando isso acontece.


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#05 - Hoje no Buzu (18/09/12): eu já estava mais que atrasado e disposto até a pegar dois buzus pra adiantar meu lado. Mas a primeira opção que me apareceu fazia um certo “arrodeio”, mas me deixava bem próximo ao local de destino. Nessa opção não preciso subir ladeira (não tem coisa melhor!!!). Fiquei no fundo do buzu e percebi que tinha uma senhora gritando ao celular nas primeiras cadeiras. Não prestei muita atenção em seu diálogo. De repente sobe para o ônibus Geovan. Fomos o caminho todo conversando sobre vários assuntos. Um deles e mais engraçado foi sobre as fotos d@s candidat@s da cidade de Salvador. E nos perguntávamos por que usam fotos tão antigas, do tempo que ainda eram jovens (do movimento estudantil). Aproveitamos o engarrafamentos (corriqueiro) entre o Plano Inclinado da Liberdade e a Ladeira do Colégio Carneiro Ribeiro para comentar sobre um monte de cartazes nessa situação.


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#04 - Hoje no Buzu (15/09/12): Recebi um telefonema e fui informado que a maré estava baixa e só teria lancha para Mar Grande após as 10 horas. Como teria que estar lá antes das 9:30H, desisti de ir de ônibus e peguei um taxi rumo ao Ferry boat. “Caí na besteira” de perguntar ao taxista quem cantava a música em seu rádio. Foi só o início de um alonga e repetitiva conversa onde ele esculhambava as musicas “dessa geração” e exaltava a da época em que era jovem (e isso deve ter muito tempo viu!!!!!!). O cantor era Bartô Galeno, que nunca ouvi falar, mas anotei pra procurar na internet e resenhar. Não encontrei a música que mais marcou. Segue a mais acessada no youtube:  
a.    Já no Ferry, quero deixar registrado que tinha o dobro de pessoas da capacidade e fui imaginando que os coletes (salva vidas) estão embaixo do assento (cadeiras) e onde estariam os das pessoas que estavam em pé, como era meu caso!

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#03 - Hoje no Buzu (14/09/12): Percebi que tem duas coisas que atraem gente. Uma é roupa branca  e a outra é motorista. Deixa eu explicar: Saí com minha bata branca toda filé e uma filha de deus toda espaçosa senta ao meu lado, com um capacete na mão (???), umas duas bolsas e começa a procurar algo sem encontrar. Ela acaba invadindo o espaço que eu estava sentado e me deu umas duas cotoveladas. Ainda bem que não foi do lado do meu valioso e útil fígado. Após sobreviver à esse atentado, levanto-me para descer do ônibus e percebo que as pessoas resolveram ficar na frente. E olha que não eram idosos. Aí todo amassado, surtei e saí largando: “motorista, manda esse povo sentar, tem um monte de lugar....parece que querem sentar no seu colo!” E me mandei.


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#02 - Hoje no Buzu (13/09/12): Passando pelo Largo do Tamarineiro, tinha um cantor “meio azedo” com um carro de som e microfone chorando porque alguém disse que a música dele era de CORNO. Isso chamou a atenção de todos no ônibus. Ele estava vendo seu CD por “apenas” cinco reais. Recuperado da choradeira, que não me pergunte se era verdade ou não pois eu era passageiro, ele solta uma música (flash back) que peguei trecho aqui na internet pois não sei escrever italiano: “Roberta,escuta-me
Volta novamente, te peço
Com você, cada instante era felicidade
Mas eu não entendi
Não soube te amar
Roberta, perdoa-me, retorna mais uma vez, venha a mim
http://www.vagalume.com.br/pepino-di-capri/roberta-traducao.html#ixzz26OgAMpSi” 


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#01 - Hoje no Buzu (12/09/12): Tinha um cara com fone de ouvido e dei graças a Deus pois não iria ficar ouvindo musicas enquanto tentava ler meu texto. Mas foi pior, ele fez um telefonema onde dizia, aos gritos, para uma amigo que tinha plano de saúde e iria ao endocrinologista. De repente, uma menina tombou a bolsa no braço dele (nenhuma novidade né), ela pediu desculpas e ele disse: "Pode bater à vontade, mainha!"


Desabafo do cotidiano de um passageiro em viagens muito interessantes num transporte coletivo. Ao compartilhar “certas” historinhas com pessoas que nunca viu antes,  outras que conhece apenas “de vista” e as vezes com vizinhos e amigos. Não fica preso apenas ao ônibus, por isso taxi, lanchas e até avião fazem parte dessa coluna. Casos reais, pensamentos e criticas das nossas antigas e contemporâneas formas coletivas de transporte urbano.

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